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Jacini mandou trazer ao IML da Capital corpo achado em córrego

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Autor: Celso Bejarano Jr. e Jacqueline Lopes
08 de nov de 2009

O corpo de um homem achado ontem à tarde no córrego Ypoi, em Paranhos, foi trazido para o IML (Instituto Médico Legal) de Campo Grande por determinação do secretário Jacini Wantuir (segurança pública), segundo fontes do governo estadual. Até o início da tarde o órgão não havia identificado a vítima.

O exame definitivo deve ficar pronto somente amanhã, quando técnicos papiloscopistas farão as análises das impressões digitais. A Polícia Civil de Paranhos entregou o corpo no IML por volta das 7 horas.

Sábado passado, na fazenda São Luiz, por onde cruza o rio, houve confronto entre um grupo de índios caiuá e seguranças da propriedade. Os professores índios Genivaldo e Rolindo Verá sumiram naquele dia e até agora não foram localizados.

A vinda do corpo para cá teria ocorrido porque o IML de Ponta Porã não possui equipamento raio-x e também por conta da pressão do Ministério da Justiça. Campo Grande teria mais estrutura para a necropsia e o ministro da Justiça, Tarso Genro teria exigido empenho do governo e da PF (Polícia Federal) para elucidação do caso na região Sul, conhecida internacionalmente por ser foco de violência contra os povos indígenas da etnia guarani. Estudos antropológicos têm sido barrados pelos produtores rurais na Justiça que determinou a continuidade das análises fundiárias.

Por determinação do MPF (Ministério Público Federal), homens do Exército, Polícia Federal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, criaram uma força-tarefa para localizar os índios, que são professores das aldeias.

Os desaparecidos e outros 16 índios, segundo lideranças indígenas locais, tentaram ocupar a fazenda no final da semana passada, mas eles foram expulsos a força da propriedade.

O grupo se dispersou na mata e muitos deles retornaram às aldeias com hematomas no corpo que, segundo eles, teriam sido provocados por balas de borracha.

Donos da propriedade disseram que o local é arrendado e que desconheciam que lá havia seguranças contratados.

Os índios creem que a área pertence a eles, afirmação contestada pelos proprietários.

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