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ISA lança duas publicações sobre bacia do rio Negro

Amazonas em Tempo, Meio Ambiente, p. C8
11 de Nov de 2008

ISA lança duas publicações sobre bacia do rio Negro

Livros destacam propostas de conservação para localidade, que é muito importante dentro do contexto das mudanças climáticas locais.

O futuro da bacia do rio Negro foi avaliado em duas obras, que serão lançadas no próximo dia 20, pelo Instituto Socioambiental (ISA), às 20h, no largo São Sebastião, Centro. Os livros "Visões do Rio Negro" e "Rio Negro, Manaus e as Mudanças no Clima" tratam sobre a maior bacia de águas pretas do mundo, a qual é de extrema relevância no âmbito das mudanças climáticas na Amazônia.
Em maio de 2007 e março de 2008 houve dois encontros técnico-científicos, em Manaus, no quais a situação da bacia do rio Negro foi debatida. Temas como socioeconomia, sustentabilidade, diversidade biológica e recursos biogenéticos foram alguns dos segmentos mais discutidos nas duas oportunidades.
Beto Ricardo e Marina Antongiovanni editaram o "Visões do Rio Negro" (104 págs.). Gustavo Pexoto, Saulo Andrade e Marina Antongiovanni foram os organizadores do "Rio Negro, Manaus e as Mudanças no Clima" (90 págs.).

Sobre os encontros
O encontro que deu origem ao livro "Visões do Rio Negro" aconteceu no Teatro Chaminé, logo após a publicação do relatório mais famoso do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), em fevereiro de 2007.
O climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), participou desse debate em Manaus. Na palestra, Nobre afirmou que "a bacia do rio Negro é um dos locais mais protegidos do planeta", tendo em vista as mudanças climáticas. A ressalva foi feita durante a mesa "Mudanças Climáticas e Suas Conseqüências para a Amazônia e Rio Negro", na qual David Yanomami se integrou às discussões.
O cientista afirmou que "a bacia do rio Negro ainda é uma região onde as mudanças climáticas aparentemente vão exercer uma menor influência, porque (dentro dela) a biodiversidade estará menos ameaçada. Portanto, essa região deve se tornar ainda mais prioritária para a conservação e para a experimentação do novo modelo de preservação".
No evento que originou a obra "Rio Negro, Manaus e as Mudanças no Clima", em março deste ano, no Teatro Gebes de Medeiros, Centro, o cientista Charles Clement, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), alertou para o fato de que ao menos cinco tipos de palmeiras nativas de regiões amazonenses poderão sofrer graves conseqüências por conta das mudanças climáticas globais. E o pior é que, segundo ele, no futuro, em situações extremas de aquecimento, a piaçaba poderá ser extinta, já que só ocorre em uma pequena área do Alto Rio Negro.
Clement integrou o grupo de palestrantes que participou do encontro, cujos relatos estão dispostos nesse livro.

Serviço
Dados sobre as publicações e o evento de lançamento pelo fone 3631-1244.

Amazonas em Tempo, 11/11/2008, Meio Ambiente, p. C8

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