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Ipê inicia pesquisas para Conservação da Onça-Pintada na Bacia do Alto Rio Paraná

Ambientebrasil
20 de Fev de 2004

Como extensão do projeto "Detetives Ecológicos", que acontece há mais de quatro anos no Pontal do Paranapanema (extremo Oeste de São Paulo), o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, inicia agora o trabalho de pesquisa com as onças-pintadas na região da Bacia do Alto Paraná, inicialmente no Parque Nacional de Ilha Grande. O projeto "Detetives Ecológicos" busca informações sobre o tamanho populacional, o estado de conservação genética e os padrões de dispersão de grandes felinos, como a onça-pintada. Os estudos indicarão a necessidade ou não de realizar um plano de manejo para a sobrevivência e conservação dessa espécie em paisagens altamente fragmentadas.
"Em Ilha Grande o trabalho será realizado em longo prazo. Nos primeiros dois anos, vamos monitorar grandes felinos, realizando censos populacionais acompanhados de análises de hábitat e presas, com o objetivo maior de dar subsídios técnicos e fomentar políticas públicas para o corredor Trinacional", afirma Laury Cullen Jr., pesquisador do Instituto e um dos coordenadores do projeto juntamente com Kauê Abreu, coordenador de campo associado à pesquisa. Estudos anteriores desse projeto no Pontal do Paranapanema mostram que existem nessa região aproximadamente 15 indivíduos adultos da espécie semi-isolados no Parque Estadual do Morro do Diabo. Entretanto, existem alguns indícios de que os mais jovens estão dispersando-se no sentido sul, para outras unidades de conservação, inclusive para o Parque Estadual das Águas do Rio Ivinhema, Mato Grosso do Sul. "Isso mostra que algumas unidades de conservação na região do Alto Paraná têm potencial para se conectar e que as populações de onças do Pontal não estão isoladas. Outra missão desse projeto é identificar a freqüência do fluxo gênico entre estas áreas, como esse trânsito existe e onde estão as áreas importantes para estabelecer os corredores", afirma Cullen Jr. O objetivo é levar o projeto "Detetives Ecológicos" desde o Parque Estadual Morro do Diabo (SP), até o Par

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