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27 de Jul de 2014
Há pelo menos dois anos a comunidade quilombola Cajá dos Negros conseguiu fazer com que a distância territorial se tornasse apenas um mero detalhe para que seus habitantes tivessem mais acesso ao conhecimento. Situada a 25 km do Centro de Batalha, município do Sertão de Alagoas, o local foi um dos escolhidos para abrigar um telecentro. E é justamente a internet que está dando cara nova ao movimento negro da nova geração de quilombolas.
Em meio à paisagem verde e seca, típicas do Sertão nordestino, uma estrada de chão batido corta a zona rural de Batalha e um trecho do Rio Ipanema antes de chegar à comunidade. Em meio aos vales e plantações, as famílias quilombolas foram, ao longo de décadas, instalando suas residências próximas a cajazeira que dá nome ao povoado.
Uma das salas da Associação Quilombola foi adaptada para receber os computadores e o satélite responsável pela captação do sinal da internet. Envolto em pesquisas, jogos e estudos, os jovens quilombolas e até pessoas de povoados vizinhos recorrem ao local para se conectar com o mundo.
Ivaniza Leite, líder comunitária, contou ao CadaMinuto que soube por amigos do projeto mantido pelo governo estadual e pensando no bem estar da comunidade, correu para preparar os documentos necessários. O projeto apresentado foi aprovado e contemplado com toda a estrutura através do Programa Alagoano de Inclusão Digital, que já beneficiou 53 localidades no Estado.
"A primeira coisa que me veio na cabeça quando soube do telecentro foi o bem estar da comunidade e das crianças que iam ter oportunidades melhores. Antes era tudo muito difícil e hoje ele modificou o movimento negro do Cajá dos Negros. As crianças e adolescentes são mais ativas, estudam, fazem cursos pela internet e gostam de vir aqui", conta.
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