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Interligação da Billings com Alto Tietê deve ser entregue em maio, diz Alckmin

OESP, Metrópole, p. A16
31 de jan de 2015

Interligação da Billings com Alto Tietê deve ser entregue em maio, diz Alckmin

Rafael Moraes Moura e Eduardo Rodrigues - O Estado de S. Paulo

Após a terceira reunião em três meses para discutir no Palácio do Planalto a maior crise hídrica da história de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta sexta-feira, 30, esperar concluir em maio a obra de interligação da Represa Billings com o Sistema Alto Tietê, o que permitirá o tratamento e distribuição de mais 5 metros cúbicos de água por segundo. De acordo com Alckmin, ainda não há decisão sobre a adoção de um rodízio de água e a terceira reserva técnica do Cantareira só será utilizada em uma situação de "extrema necessidade".
"A Billings é a grande caixa d'água da cidade. Hoje a Billings está 61% cheia, e subiu, está aumentando, todo dia ela está subindo, é um reservatório importantíssimo, já utilizado para abastecimento humano desde a década de 1950", comentou o governador, depois de duas horas de reunião com a presidente Dilma Rousseff para tratar da situação hídrica de São Paulo.
Um dos principais problemas apontados no uso de Billings é a qualidade da água, mas a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) alega que não há dificuldade de tecnologia em transformá-la em água perfeitamente potável. A dificuldade maior seria levar a água onde é necessário o mais rápido possível.
"O que pretendermos fazer é aumentar esta oferta para o Guarapiranga e para o Alto Tietê, essas são as duas obras emergenciais que a Sabesp está trabalhando. Temos um excelente sistema de tratamento de água. A Billings é, sim, opção rápida e importante de abastecimento", disse Alckmin.
Para Alckmin, a interligação do Rio Grande, afluente da Billings, com a represa Taiaçupeba, do sistema do Alto Tietê, é a obra mais imediata de todas no cenário atual de crise hídrica. "Esperamos estar concluída (essa obra) agora em maio e quero aqui agradecer a Petrobrás", disse.
De acordo com o governador, a estatal tem ajudado o governo estadual a utilizar a área de um gasoduto para passar com a nova tubulação. De acordo com a ministra do Meio Ambiente, não há "nenhum conflito com o setor elétrico" envolvendo o uso de Billings. "Todas as medidas estão equacionadas sem conflito dentro da gestão da crise", garantiu Izabella.
O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que também participou da audiência, ressaltou que cabe aos Estados a gestão e operação do abastecimento de água. "Mas podemos construir parcerias republicanas, que aumentem a oferta de água, não só com projetos estruturantes, mas medidas emergenciais", disse.
Rodízio. Conforme o Estado informou nesta sexta, entre as saídas estudadas pela Sabesp para evitar o colapso completo do Sistema Cantareira, a mais provável é a adoção de um rodízio de 4 por 2 (quatro dias sem água e dois com). A dimensão do rodízio surpreendeu até técnicos do governo federal ouvidos pela reportagem. "Não há nenhuma decisão tomada sobre rodízio de água, este é um assunto que a Sabesp está avaliando tecnicamente, monitorando permanente", disse Alckmin. "Nós optamos pela válvula redutora de pressão, porque com ela você não zera o sistema e, não zerando o sistema, diminui o risco de contaminação, porque você mantém o sistema sob pressão."
Alckmin destacou que o governo está distribuindo gratuitamente caixa d'água para famílias de baixa renda e disse que não há definição sobre o uso da terceira reserva técnica do Cantareira. "Não há decisão, mas não pretendemos utilizá-la, a não ser que haja uma extrema necessidade", disse o governador.
Na última quarta-feira, Dilma recebeu no Planalto os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), para tratar da situação do abastecimento de água nesses Estados. Minas já cogita dentro de três meses adotar o racionamento, caso a situação não melhore.

OESP, 31/01/2015, Metrópole, p. A16

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