ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Autor: ICMBio
24 de Fev de 2012
Brasília (24/02/2012) - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou na quarta-feira (22), 11 portarias que voltadas para os Planos de Ação Nacional (PAN) ver abaixo, sendo 10 para a fauna ameaçada e um para a flora ameaçada.
O exemplo a ser seguido, fruto destes 11 planos de ação, é que há diferentes formas de se fazer o efetivo planejamento estratégico para a conservação - os planos de ação - agregando diferentes abordagens, tomando como referência desde bacias hidrográficas (PAN Mogi-Pardo-Grande e PAN Xingu), biomas ameaçados como a Caatinga (PAN Aves da Caatinga e PAN Arara Azul de lear), ambientes especiais e ameaçados como o Patrimônio Espeleológico (PAN Cavernas do São Francisco), a Mata Atlântica, os Pampas e ecossistemas peculiares (PAN Herpetofauna do Sul do Brasil, PAN Passeriformes dos Campos Sulinos e Espinilho), mosaico de paisagens, como a Cordilheira do Espinhaço (Herpetofauna da Serra do Espinhaço) até espécies emblemáticas que só habitam o cativeiro e necessitam de diretrizes e ações buscando a conservação in situ (PAN Ararinha azul, PAN Mutum-do-Alagoas).
Outra lição apreendida em todos estes 11 planos foi a possibilidade de se conjugar esforços e potencializar ações já desenvolvidas por parceiros externos internacionais e nacionais como, por exemplo, no PAN Albatrozes e Petréis (PLANACAP).
Para a coordenadora substituta de Manejo para a Conservação, Fátima Pires de Almeida Oliveira, estes 11 planos e todos aprovados, desde 2010, representam, de fato, uma experiência de sucesso, graças à liderança dos centros de pesquisa do ICMBIO (CECAT, CECAV, CEMAVE, CMA, CENAP, CEPAM CEPTA,CPB, RAN e TAMAR) que alavancaram uma sólida parceria com a sociedade civil e órgãos do Governo nas esferas federais, estaduais e municipais, envolvendo, para os 10 planos da fauna, mais de 200 parceiros externos, focados no alcance dos 96 objetivos específicos e 688 ações programados nos PAN visando a recuperação e conservação das populações de espécies ameaçadas nas áreas estratégicas indicadas pelos quase 400 representantes institucionais durante as oficinas de elaboração participativa dos planos de ação realizadas em 2011.
Confira abaixo a matéria da TV NBR sobre o lançamento dos novos Planos de Ação Nacional.
Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280
Planos de Ação Nacionais
O Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN) é uma ferramenta de gestão para conservação da biodiversidade. Trata-se de um planejamento para a conservação, onde pactua-se com a sociedade - poluidores, consumidores e protetores - e o poder público, a responsabilidade por ações que efetivamente possam proteger a espécie atuando sobre as ameaças que a levem ao risco de extinção.
Os PANs são construídos a partir de um diagnóstico do estado de conservação das espécies e em oficinas de trabalho, por meio de um processo de planejamento participativo em que são identificados:
a) O patamar de mudança do estado de conservação das espécies (objetivo do Plano);
b) As ações factíveis que promoverão a melhoria na conservação da espécie;
c) As responsabilidades dos atores envolvendo os tomadores de decisão e setores interessados;
d) Os indicadores para aferição do alcance do patamar estabelecido;
e) Os procedimentos necessários para o efetivo monitoramento da implementação do PAN.
Entre 627 espécies ameaçadas de extinção constantes na Lista da Fauna Ameaçada de Extinção, 206 (33%) estão contempladas nos 37 Planos Nacionais de Ação aprovados pelo ICMBio. Entre as 472 espécies da flora ameaçada existentes, o ICMBIO consolidou a elaboração de dois planos de ação de flora -cacátaceas e sempre vivas - que juntos abrangem 44 espécies, aprovados pelo ICMBio ou quase 10% da flora ameaçada com planos de ação nacionais.
Fonte: Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=artic…
Para ter acesso aos planos acesse http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/lista-p…
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