VOLTAR

Inpe confirma alta no desmatamento da Amazônia

Amazônia Real - http://amazoniareal.com.br/
Autor: Kátia Brasil
14 de Nov de 2013

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) confirmou nesta quinta-feira (14) a alta no desmatamento da Amazônia. Nos últimos 12 meses, foram devastados 5.843 km2 de florestas, um aumento de 28% em relação ao período do ano passado.

Os dados preliminares são do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) do período de agosto de 2012 a julho de 2013. Em 2012, foram medidos 4.571 km 2 de desmatamento na região.

As informações do Prodes confirmam a previsão dos especialistas na questão do desmatamento entrevistados pelo portal Amazônia Real, em matéria publicada no mês de outubro.

Segundo o ecólogo Philip Fearnside, o aumento de 28%, com taxa anual de 5825 km2, confirma a previsão com base dos dados de Deter (Detecção de Desmatamentos em Tempo Real), do Inpe, que indicou o crescimento da taxa de desmatamento este ano nos Estados Pará (2.379 km2) Mato Grosso (1.149 km2), Rondônia (933 km2) e Amazonas (562 km2).

O Estado do Pará teve um crescimento na taxa de desmatamento de 37% em relação ao ano passado. A região enfrenta a expansão da devastação devido as obras de hidrelétricas. "Os dados de Prodes indicam o Pará como o local de mais da metade do total, indicando a prioridade de controlar a expansão da fronteira naquele estado", afirmou Philip Fearnside.

Em nota à imprensa, o Inpe a taxa anual do desmatamento divulgada hoje é a primeira estimativa do Prodes com base em análises de 86 imagens nas regiões onde foram registrados aproximadamente 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2011 a julho/2012) e que também cobriram os 43 municípios prioritários da Amazônia.

http://amazoniareal.com.br/inpe-confirma-alta-no-desmatamento-da-amazon…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.