OESP, Geral, p.A11
28 de Jul de 2004
Ingleses fazem 'arca de Noé' com DNA para preservar espécies
LONDRES - Uma versão moderna da Arca de Noé, planejada para salvar milhares de criaturas da extinção, foi lançada na segunda-feira por cientistas do Museu de História Natural de Londres. O extraordinário projeto foi feito para proteger uma vasta gama de animais, não de enchentes épicas, mas da ameaça de extinção decorrente das ações humanas. Milhares de espécies devem ser extintas nas próximas décadas por causa da poluição, da guerra e da destruição de seus hábitats.
Mais do que oferecer refúgio em um barco de madeira gigante, a espécie ameaçada terá salvação mais prosaica numa unidade fria em um dos laboratórios do museu. Enquanto colônias inteiras de algumas criaturas serão congeladas, na maior parte dos casos apenas o DNA e amostras de tecido de espécies ameaçadas serão estocados.
Os cientistas por trás do projeto, chamado Arca Congelada, estão dispostos a preservar o DNA desses animais para que possam continuar a pesquisar sua evolução mesmo se entrarem em extinção. Mais ambiciosamente, esperam um dia usar células de tecidos congelados para recriar animais extintos usando técnicas de clonagem avançadas.
"Por causa da ação humana, as espécies vão se extinguir com rapidez alarmante", disse o pesquisador Philip Rainbow. "A última esperança é que, se mantivermos amostras de tecidos, poderemos um dia implantá-los em pais substitutos e deixar que se desenvolvam. Pode parecer sofisticado, mas seria uma grande pena se daqui a 40 anos os cientistas dissessem: 'Veja o que podemos fazer! Por que não guardaram amostras dos tecidos desses animais?'" Ontem, amostras de DNA do órix de chifre de cimitarra (um gênero de antílope), declarado extinto em 2003, foram as primeiras a ser depositadas.
Prevê-se que cerca de 1.130 espécies de mamíferos e 1.183 de pássaros morrerão até 2035.
OESP, 28/07/2004, p.A11
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.