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Inea contesta dados do Inmet sobre o volume das chuvas

O Globo, Rio, p. 14
20 de Jan de 2011

Inea contesta dados do Inmet sobre o volume das chuvas
Medições de estações do órgão estadual apontam número mais elevados

Cesar Baima

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) contestou nesta quarta-feira os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicando que a tempestade na Região Serrana não foi a maior da história . Segundo a presidente do Inea, Marilene Ramos, a estação do Inmet em Teresópolis, em funcionamento desde 1961 e que forneceu a série histórica mais longa sobre o regime pluviométrico na cidade, está distante dos locais que receberam a maior parte da chuva. Além disso, as estações de monitoramento do Inea em Nova Friburgo teriam apontado um volume maior de chuva do que o informado pelo Inmet, cuja estação começou a funcionar no ano passado.
- Os dados do Inmet não servem para definir se esta foi ou não a maior chuva que já atingiu a região - disse ela. - Não posso afirmar que foi a chuva mais forte, mas posso dizer que ela foi muito mais intensa do que o Inmet registrou, e certamente foi uma das mais fortes da história.
Segundo Marilene, o Inmet não levou em conta o fato de o temporal ter desabado na noite do dia 11 e madrugada do dia 12, fornecendo indicadores para cada dia separadamente. Isso significa que a chuva registrada até a meia-noite do dia 11 não foi somada à que caiu no dia 12, distorcendo a avaliação. De acordo com o Inea, as cinco estações do órgão em Friburgo, em funcionamento desde 2008, acusaram precipitação superior a 230mm, contra os 182,8mm informados pelo Inmet para Friburgo. Embora o Inea não tenha estações em Teresópolis, a presidente do órgão também afirmou que a chuva na cidade foi bem superior aos 124,6mm divulgados pelo Inmet.
Ainda segundo Marilene, uma análise estatística do temporal indicou que ele é um fenômeno com um período de recorrência estimado em 350 anos.

O Globo, 20/01/2011, Rio, p. 14

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