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Indústrias trocarão equipamentos para evitar gases nocivos

OESP, Vida, p. A16
14 de Set de 2011

Indústrias trocarão equipamentos para evitar gases nocivos
Quase 400 empresas que atuam no País ajudarão a eliminar os HCFCs, que prejudicam a camada de ozônio

Marta Salomon
BRASÍLIA

A troca de equipamentos em 386 indústrias nacionais é a principal medida para eliminar o consumo de hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), usados na manufatura de espumas e em aparelhos de refrigeração e ar-condicionado.
Essa substância, um composto de carbono, hidrogênio, cloro e flúor, foi criada como alternativa menos danosa ao clorofluorcarboneto (CFC), usado também em aerossóis, e que teve o consumo banido em 2010.
Além de destruir a camada de ozônio, os HCFCs contribuem 2 mil vezes mais para o aquecimento global que o dióxido de carbono (CO2).
A eliminação de HCFCs está prevista para 2040, segundo meta do programa brasileiro estabelecido com base em compromissos internacionais. A expectativa do governo é alcançar a meta antes do prazo estabelecido. "Queremos antecipar, como fizemos com o CFC", disse a ministra Izabella Teixeira.
O dinheiro para a alteração tecnológica nas fábricas sairá de um fundo de investimento de US$ 19,5 milhões para a implementação do Protocolo de Montreal e operado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e pela Agência de Cooperação Internacional Alemã.
Os investimentos garantiriam a adaptação da indústria sem perda da competitividade, destacou a ministra do Meio Ambiente. Multinacionais que atuam no País assumiram o compromisso de investir mais US$ 14 milhões para financiar a conversão tecnológica de suas fábricas.
O Programa Brasileiro de Eliminação dos hidroclorofluorcarbonos prevê para 2013 o congelamento do consumo na média verificada entre 2009 e 2010 (a maior da História). Até 2015, final da primeira fase do programa, a meta é eliminar 17% do consumo, o que equivale a aproximadamente 5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, medidas em carbono equivalente.
O programa de troca de equipamentos começará pelo setor de produção de espumas, o que tem o maior potencial de destruição da camada de ozônio. O Ministério do Meio Ambiente registra também o vazamento de gases HCFCs de equipamentos de refrigeração instalados em supermercados.

OESP, 14/09/2011, Vida, p. A16

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