VOLTAR

Índios voltam à tribo temendo morrer

Diário de Pernambuco
Autor: Magno Martins
15 de ago de 1994

Índios da etnia Pankararu estão sendo assassinados na favela Real Parque, zona sul de São Paulo, para onde migraram em busca de melhores condições de vida, depois que posseiros invadiram sua reserva em Pernambuco. Mais de 10 índios já morreram nos últimos 40 dias na capital paulista, vítimas da violência urbana. Agora, muitos estão voltando para a aldeia de origem.
--

Posseiros provocam clima de conflito

Os Pankararu moram numa área de 8100 ha demarcada desde o final da década de 40, mas perderam suas terras ao longo dos anos para posseiros, que hoje são maioria (300 famílias) e ocupam as melhores propriedades. A convivência com os posseiros é marcada por conflitos.
--

Aldeia ainda espera ajuda do Governo

Em setembro do ano passado, uma comissão de 34 índios Pankararu foi recebida no Palácio do Campo das Princesas pelo então secretário de Governo, Luiz Alberto passos, para pedir comida, remédios, sementes, instrumentos de trabalho e uma solução para os conflitos fundiários na aldeia com os posseiros. Até hoje a aldeia espera ajuda governamental, que nunca veio.
--

Chicote de urtiga, tradição em festa

Os Pankararu mantém fortes tradições, como festas contra maus espíritos e manifestações religiosas como o toré. No entanto, os índios hoje pouco se diferem dos brancos.
--

Seca aumenta fuga em direção ao sul

Mesmo diante das notícias de mortes de índios na capital paulista, na tribo há quem ainda tente emprego no sudeste, pois a vida em pernambuco também tem suas dificuldades e violências.
--

Evangélicos estudam maior integração

Um Encontro de Iniciação à Questão Indígena foi promovido pelo Centro Mundial de Igreja, através do Grupo de Trabalho Missionário Evangélico (GTME). O Encontro teve como proposta básica aumentar o nível de conscientização entre os participantes sobre a problemática do índio.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.