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Índios vão a Manaus pedir fim de ocupação da Funasa

Amazonia.org.br - http://www.amazonia.org.br/
15 de Jun de 2009

De acordo com o que foi publicado no jornal Amazonas em Tempo, nativos de 24 comunidades de Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Borba, Manacapuru, Tefé, Autazes, Urucurituba e Tarumã-Mirim se reúnem hoje em Manaus para obrigar grupo indígena, que ocupa a sede da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) há sete dias, a deixar o local imediatamente.

Segundo o Fausto Andrade Saterê, líder indígena das comunidades Beija-Flor 1, 2, 3 e 4, localizadas no municípios de Rio Preto da Eva, Fausto Andrade Saterê, a decisão de expulsar os "invasores" da sede da Funasa em Manaus se dá por conta de uma ocupação mentirosa. "Essa invasão faz parte de uma briga de interesses porque alguns grupos, entre eles o do Sabá Kokama (líder da comunidade do Brasileirinho, localizada na Zona Rural de Manaus), beneficiavam-se com a cota de gasolina que vinha para as comunidades e vendiam de forma irregular, desviando aproximadamente dez mil litros de gasolina por mês. Aí, quando o Radamézio (de Abreu, da etnia Baré, coordenador do Dsei-Manaus) assumiu a coordenadoria, ele acabou com todas essas falcatruas e esses grupos ficaram revoltados", explicou.

Saterê disse que os indígenas da comunidade Tarumã-Mirim, da etnia inhambé, já entraram em contato com o Ministério Público Federal (MPF) para pedir que a Justiça determine a reintegração imediata da Funasa. "Caso não haja a reintegração vamos usar da força para retirar os parentes (índios) de lá", afirmou.

O superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Sérgio Fontes, em entrevista ao jornal Amazonas Em Tempo, afirmou que o órgão já abriu um inquérito policial por conta da invasão, mas ele ressalta que o caso de confronto entre os indígenas é um assunto que deve ser cuidado pela Funasa e pela Fundação Nacional do Índio (Funai). "A Polícia Federal não tem ingerência nesse assunto, mas mesmo assim, vamos tentar intermediar a situação junto ao MPF e com os índios invasores porque a situação é complicada e não é fazendo 'justiça com as mãos' nem invadindo qualquer local que se vai resolver o problema", comentou.

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