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Indios universitários analisam futuro profissional

Funasa
05 de Mar de 2008

A perspectiva de futuro profissional, depois de formados, dos índios que estudam na Universidade Federal de Roraima, pode ser resumida em três pontos: dar melhor assistência às comunidades do estado, graças a uma formação humanística e científica que estão procurando consolidar. Participar do planejamento, juntamente com organismos colegiados, na formulação e avaliação das políticas públicas dos povos indígenas, propondo soluções e promover, nessas comunidades, ações de saúde em parceria com agentes e professores que atuam na área.

Essa análise foi feita ontem pelas alunas Josilene Marques e Rosiele Mangulão, da tribo Wapixana, que estão matriculadas nos cursos superiores e participam do seminário "Estratégias e desafios: acesso ao ensino superior para os povos indígenas", que se realiza em Brasília. Segundo elas, graças a uma bolsa de R$ 910,00 concedida pela Funasa através do Projeto Vigisus, em parceria com o Banco Mundial, está sendo possível a formação de 5 alunos índios na área de ciências econômicas, 5 em ciências sociais e 4 em medicina.

Segundo professor Marcos Braga, do Núcleo Isikiran de Formação Superior Indígena da UFR, que presta assistência aos índios matriculados e promove ações de recrutamento de futuros alunos, junto às comunidades, o trabalho tem sido árduo. E ele explicou: "Roraima é um estado onde os índios, por várias razões conhecidas, são olhados com grande restrição. Por isso é muito difícil promover sua interação com a sociedade. Os cursos universitários podem ser um bom caminho".

Terêncio Wapixana, Coordenador do Conselho Indigenísta de Roraima, concorda com a tese defendida pelo professor, destacando o papel dos caciques, que incentivam os jovens das várias comunidades a se inscrever nos cursos universitários, como forma não só de integração social, mas, sobretudo, para poder dar sua contribuição na área de saúde, às tribos de origem.

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