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Índios querem tratamento diferenciado para gestão das escolas indígenas

24 Horas News-Cuiabá-MT
21 de Mai de 2003

No Censo Escolar, as perguntas que são feitas para um aluno da zona urbana são as mesmas feitas para um aluno de uma escola indígena, numa aldeia. As exigências burocráticas para a obtenção de recursos e prestação de contas também são as mesmas na escola urbana e escola indígena. Foi para reivindicar um tratamento diferenciado para as escolas indígenas que membros do Conselho de Educação Escolar Indígena estiveram na manhã desta quarta-feira na Assembléia Legislativa.

Os membros do conselho foram recebidos na Presidência da Assembléia pelos deputados Vera Araújo, do PT e Carlos Carlão, do PSDB, respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Securidade Social do Legislativo. Integram o conselho, representantes de etnias e órgãos ligados à educação e questão indígena, como a Seduc, Unemat, Cimi e Funai.

O Conselho está realizando um encontro em Cuiabá, no Hotel Bandeirantes, até a próxima sexta-feira. Além do tratamento diferenciado, os índios também querem a aprovação de um projeto para a formação de novos professores indígenas. O Projeto Tucum providenciou a formação de 240 professores. Mas, segundo a presidente do Conselho de Educação Indígena, Francisca Novantim, existe demanda para a formação de outros 200 professores. Sem curso superior, não há como atender a necessidade de professores para a 5o a 8o séries e ensino médio. Os índios, para continuar a estudar, têm que sair das aldeias e ficam sujeitos, nos centros urbanos, a diversos tipos de violência física e psicológica e contra sua cultura.

O alerta nesse sentido é do representante da Unemat, Elias Januário. De acordo com ele, o projeto de formação de novos professores indígenas foi levado ao governador Blairo Maggi e este não teria se interessado. A deputada Vera articulou para amanhã (quinta) uma reunião dos membros do conselho com o secretário de Educação, Gabriel Novis Neves, às 11h, na Seduc. O deputado Carlão, que também é presidente da Comissão de Economia e Finanças, adiantou que, caso o governo do estado não apóie as reivindicações, os índios podem ser atendidos em emendas à LDO, que está tramitando na Casa.

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