Diário de Cuiabá-MT
25 de Jan de 2002
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Jurandir Florêncio de Castilho, recebeu ontem em audiência os representantes da Federação dos Povos Indígenas do Estado de Mato Grosso, que foram pedir a realização de mutirões de alistamento eleitoral nas aldeias indígenas. O objetivo, segundo documento distribuído pela Federação à imprensa, é permitir que os "povos indígenas participem efetivamente das próximas eleições".
Estevão Taukane, presidente da Federação, disse que hoje os povos indígenas representam cerca de 15 mil votos, o suficiente para eleger um deputado estadual, e que a maioria desses eleitores é constituída de jovens que precisam ter maior participação nos destinos do país.
Castilho considerou justa a reivindicação e disse que a Justiça Eleitoral está pronta para atender o pedido, porém, sugeriu que fosse analisada entre os representantes indígenas a possibilidade de deslocamento dos que pretendem fazer o alistamento militar até uma Central de Atendimento ao Eleitor, mais próxima da aldeia em que vivem, para que o documento possa ser emitido com maior rapidez e total segurança.
"Nós podemos deslocar uma equipe para fazer esse trabalho, só que ele será demorado, pois todas as informações pessoais terão que ser trazidas até a Central para emissão dos títulos e isso pode demorar meses, devido ao tamanho do Estado e a distância entre as aldeias. O ideal seria que fossem procurados os juízes eleitorais nos próprios municípios para esse trabalho, afinal o prazo para alistamento termina no início do mês de maio", explicou.
Taukane e os demais líderes indígenas que o acompanharam na audiência vão apresentar essa proposta nas aldeias e dar uma posição ao TRE. Jurandir Castilho lembrou que os Cartórios Eleitorais acumulam hoje cerca de 100 mil títulos de eleitor de eleitores que se cadastraram em mutirões e não foram retirar seus documentos.
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