Dourados News-Dourados-MS
05 de Out de 2005
Depois de tantas disputas com fazendeiros, os índios do sul do Estado agora iniciam uma nova campanha para resolver o impasse da falta de terra. Eles querem que o governo compre áreas próximas a reserva indígena de Dourados.
No solo escuro e fértil, que fica a reserva indígena Jaguapiru, cerca de mil hectares são usados para a agricultura. A mandioca, por exemplo, foi cultivada e aguarda o tempo certo para ser colhida. Dois hectares do campo, que começa a ser preparado, vão servir para a criação de cabra.
A reclamação dos índios é de que a área de 3.475 mil, hectares é pequena demais para o desenvolvimento agrícola sustentável. Eles consideram que o tamanho ideal para a reserva seja de 50 mil hectares.
No documento enviado ao Governo Federal, os índios pedem o aumento da reserva. Agora, eles decidiram procurar os meios legais, antes de invadir fazendas ou protestar. Com um espaço maior para plantar, os índios acreditam que os jovens não vão ter mais que deixar a reserva para trabalhar nas usinas, o que segundo eles, faz com que aumentem os casos de alcoolismo, um dos principais problemas enfrentados nas aldeias hoje em dia.
O usineiro Guedes Ribeiro da Silva, da tribo Terena, de 26 anos, quando não está fora garantindo o sustento da família, investe o tempo na agricultura. A preocupação de Eziel de Souza é com as gerações futuras. Ele pensa nos três filhos menores de dez anos. A área que tem para o plantio é de dois hectares.
Enquanto aguardam uma resposta do governo, os índios fazem um levantamento das áreas próximas a reserva que podem ser desapropriadas. Os índios pretendem indicar ao governo quais seriam as áreas que deveriam ser desapropriadas. Os indígenas alegam que antes da aldeia ser demarcada, a reserva tinha 60 mil hectares.
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