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Índios que invadiram prédio da Funasa em Parintins entram em confronto

A Crítica(AM) - http://acritica.uol.com.br/
Autor: Jonas Santos
02 de dez de 2010

Funasa informou que entrará na Justiça com pedido de reintegração de posse e acionar a Policia Federal. O clima continua tenso na sede do órgão

Os índios das etnias sateré-mawé e hexkaryana entraram em guerra nesta quinta-feira (2) na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Parintins (a 325 quilômetros de Manaus).

O conflito começou após o assessor da Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai), Valdenir Andrade, anunciar a permanência do coordenador do Distrito Sanitário Indígena local ( Dsei) Salomão Marialva.

Os índios se revoltaram, bateram boca com o assessor e depois brigaram fisicamente com um outro grupo indígena, que apoia a permanência de Marialva. As etnias ocupam a Funasa há dez dias e dentre as principais reivindicações está a exoneração do chefe do Dsei.

O articular do Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé (CGTSM), Geter Filho, disse que o assessor não cumpriu a convenção dos índios, a qual reza que em caso de impasse, a decisão seria deliberada pelas lideranças indígenas.

"Estamos revoltados porque esse processo não é legal. É um desrespeito com a as autoridades indígenas", afirmou, Geter com dedo em riste no rosto de Valdenir Andrade.

Tumulto
A reuniu entre os indígenas e o representante da Sesai, que hoje substitui a Funasa, acontecia no pátio do órgão quando o tumulto começou. Os chefes dos tuxauas das reservas indígenas de Nhamundá, Barreirinha e Parintins pedem a exoneração do chefe do Dsei e um tuxaua do Município de Maués é contrário a proposta.

Na semana passada, eles encaminharam abaixo-assinado ao secretário Nacional de Saúde Indígena (Sesai), Antônio Alves, pedindo a saída do coordenador, mas na reunião o assessor do órgão mostrou uma portaria informando que Salomão tinha sido efetivado no posto.

"É uma decisão do ministro da Saúde e os índios precisam entender, porque a Sesai está nascendo agora e não podemos fazer mudanças. Vamos dar um prazo de 90 dias, para ver o que podermos fazer", disse Valdenir. "È tudo uma questão política, por isso não concordamos com a saída do coordenador", disse Alencar Sateré, liderança indígena do Marau, em Maués.

Os índios disseram que enquanto as reivindicações não fossem atendidas eles continuariam com a ocupação. O assessor da Funasa informou que o órgão irá entrar na Justiça com pedido de reintegração de posse e acionar a Policia Federal. O clima continua tenso na sede do órgão.

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