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Índios pedem a nomeação do chefe da Funai

Diário de Cuiabá-Cuiabá-MT
Autor: JUSTINA FIORI
30 de mar de 2005

Índios Bororo das aldeias de Tadarimana e Piebaga estão revoltados com a demora na nomeação de um novo chefe do escritório da Funai em Rondonópolis. O cargo está vago há um mês, após a demissão de Marcos Rufino Nunes.

Eles dizem que estão sem qualquer assistência e que podem perder lavouras por falta de combustível. Na aldeia Piebaga, localizada a 75 quilômetros do centro, os índios produzem arroz, milho, mandioca, cana-de-açúcar e banana e começavam a preparar a terra para o plantio de feijão, tarefa que está inviabilizada por falta de combustível. Além disso, o trator usado no preparo da terra está estragado e os índios não têm a quem recorrer.

No caso da aldeia Tadarimana, a 27 quilômetros do centro, a situação não é diferente. Os 350 índios que moram no local estão sem receber os 800 litros de óleo diesel. Eles dizem que já perderam a lavoura de milho em conseqüência do excesso de calor e falta de chuvas e estão ameaçados de perder outras plantações por falta de combustível para os tratores e caminhões usados na agricultura.

"Estamos sem assistência nenhuma", diz Cícero Kudoropa, da aldeia Tadarimana. Ele conta que os índios também não estão conseguindo comprar mantimentos na cidade porque os fornecedores se recusam a vender já que não há ninguém da Funai que possa se responsabilizar.

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