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Índios negam seqüestro de coordenador da Funasa

Midianews-Cuiabá-MT
30 de Mar de 2002

O cacique Lino Tsere Ubudzi Moritu negou hoje, em Goiânia, que o coordenador da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Goiás, Reginaldo Peixoto Guimarães, tenha sido seqüestrado por um grupo de índios xavantes da região.

Na terça-feira, eles realizaram protesto pela melhoria no atendimento aos índios nas unidades de saúde de Goiânia e contra a comida servida na Casa de Saúde do Índio, situada na cidade. "Fizemos um ato cultural e social", disse Moritu, acrescentando que Guimarães em nenhum momento foi amarrado ou forçado a acompanhar o grupo.

O episódio começou na manhã de terça, quando representantes dos xavantes, que deveriam participar de reunião na coordenação da Funasa, pediram a Guimarães que os acompanhasse até a Casa de Saúde dos Índios. Como o atendimento de algumas reivindicações dependia da direção nacional da Funasa, os manifestantes decidiram seguir até a sede do órgão em Brasília.

Guimarães foi retirado do seu gabinete por um grupo de índios armados com bordunas e pintados para a guerra, levado até a Casa da Fundação Nacional do Índio (Funai), no Setor Pedro Ludovico e, de lá, para a Casa de Saúde do Índio, próximo ao Hospital de Doenças Tropicais (HDT). Em todas as situações, o funcionário da Funasa foi arrastado pelo braço pelo cacique Artur.

Alegando que os índios não são bandidos, o cacique xavante afirmou que o suposto seqüestro não passou de um "mal-entendido". Lino Moritu espera agora que os compromissos feitos com os índios pelo Departamento de Saúde Indígena da Funasa, em Brasília, sejam cumpridos.

Durante o protesto, o diretor do departamento, Ubiratan Pedrosa Moreira, pediu um prazo de 15 dias para atender às reivindicações dos índios.

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