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Índios não respondem e governo trabalha pela via judicial

Folha BV https://folhabv.com.br
25 de mar de 2019

O secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento, Marcos Jorge de Lima, ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foi entrevistado no programa Agenda da Semana da Rádio Folha FM ontem, 24, e disse que ainda aguarda retorno dos indígenas em relação ao protocolo de consultas sobre o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), uma das prioridades do governo de Antonio Denarium (PSL) para alavancar o desenvolvimento de Roraima na implantação de políticas públicas de ordenamento do território, ajudando a definir as regras para agricultura e o agronegócio.

"Temos o zoneamento parado por conta de liminar judicial, mas entendo que para os indígenas ele será positivo, pois o ZEE capacita o Estado a prestar serviço de melhor qualidade, além de estabelecer de forma definitiva o reconhecimento das delimitações das terras indígenas dando mais robustez a essas áreas demarcadas pela lei federal. Oficiamos o CIR [Conselho Indígena de Roraima], a Hutukara e os Waimiri, além do Ministério Público Federal e Estadual, buscando sensibilizar para o avanço da questão", afirmou.

Marcos Jorge contou que na abertura da 48ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, no município de Normandia, houve 18 intervenções de lideranças indígenas.

"Eles tinham dúvida do que era e como funcionava e apresentamos essas questões. Estamos trabalhando tanto na frente do convencimento das comunidades, como na judicial, e acredito que em alguma delas vamos ter êxito. Prefiro trabalhar nas duas frentes, pois não podemos aguardar ad eternum, porque isso afeta o Estado e a prestação de serviço para as comunidades é prejudicada", avaliou.

RELAÇÕES COMERCIAIS - Sobre as relações comerciais do Brasil com os vizinhos Guiana e Venezuela, Marcos Jorge disse que a expectativa é bastante positiva, pois a Guiana passa por um momento positivo economicamente por causa da descoberta de poços de petróleo que vão triplicar a economia do país nos próximos cinco anos.

"Essa mudança econômica pode nos beneficiar, pois somos vizinhos. Exportamos farelo, ração, água e gás para a Guiana e queremos fazer operações de forma mais estruturada para melhorar nossa relação histórica", disse.
Sobre a Venezuela, Roraima exportou em 2018 mais de 14 milhões de dólares.

"Verificamos uma queda tanto na importação quanto na exportação, o que é um indicativo severo da crise econômica lá. Mas, em algum momento, essa crise vai acabar e precisamos estar preparados para a reconstrução da Venezuela. Aqui, que temos vocação para produzir, é o que vão precisar para abastecer o país."

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