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Autor: Carolina Iskandarian
24 de Jul de 2009
No início da noite desta sexta-feira (24), os cerca de 50 índios que mantinham 5 reféns desde quarta (22) na sede regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Bauru começaram a desocupar o imóvel. "Graças a Deus está tudo tranqüilo. Tudo certo", desabafou por telefone Amaury Vieira, coordenador do órgão na cidade distante 329 km da capital.
Os indígenas protestavam contra a extinção do núcleo da Funai em Bauru e, no fim da tarde, receberam a promessa da fundação de uma reunião em Brasília nos próximos dias. "A Funai vai ouvi-los, mandou um documento e se comprometeu a definir que tipo de núcleo
Ao longo do dia, policiais federais estiveram na casa ocupada para conversar com os índios. Desde o início, o caso foi acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Bauru. "Foi uma vitória", resumiu Gilberto Truijo, presidente da comissão. "Fomos lá para tentar o diálogo", explicou ele.
Em Itanhaém, no Litoral Sul, haverá uma representação da fundação. Em Bauru, agora, a discussão será como funcionará um posto menor. De acordo com Vieira, existem cerca de 1.200 índios nesta região do interior do estado.
Apoio
No início da manifestação, os índios chegaram a fazer seis reféns. Uma mulher de 35 anos que estava em poder do grupo foi liberada na tarde de quinta-feira (23). Na saída, ela contou que o clima estava tranquilo dentro do local.
Os índios conversaram com o assessor da presidência da Funai em Brasília na noite de quinta, mas pouco foi avançado nas negociações. Os manifestantes informavam que só liberariam os reféns quando tivessem uma resposta positiva da Funai em Brasília.
Os índios ganharam o apoio das famílias. Mulheres e crianças estiveram nesses dias na casa onde funciona a Funai. Caracterizados e com arcos e flechas, alguns ficaram de guarda no portão.
Esta não é a primeira vez que os índios são contra a transferência da sede. Em maio de 2008, funcionários também foram feitos reféns, mas dentro de uma reserva indígena. Na ocasião, os índios conseguiram manter a sede na cidade.
O protesto ganhou o apoio de organizações indígenas do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Índios do litoral paulista também deram apoio.
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