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Índios formados pela UnB retornam a comunidades

Funasa
05 de Mar de 2008

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio do Projeto Vigisus II, está promovendo entre hoje e sexta-feira (7/2), o seminário Estratégias e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para Povos Indígenas. O evento, que acontece no Hotel Lake Side, em Brasília, apresentou, nesta tarde um projeto que matriculou de 2006 para cá 22 indígenas na Universidade de Brasília. Antes disso, outros 15 índios foram transferidos para mesma universidade.

Pelo programa, os índios recém-formados devem retornar à aldeia de origem para ajudar a comunidade. Por conta disso, a maior parte deles estuda cursos da área de saúde e ciência agrária. Isso faz com que eles não percam a identidade cultural, além de facilitar a comunicação para os trabalhos de campo.

Os acadêmicos indígenas recebem ainda auxílio psicológico, tutor específico e vestibular diferenciado, quando são testados apenas nos exames de português, matemática e redação.

"Isso é muito importante para uma melhor inserção do indígena na universidade. Na primeira vez que trouxemos índios para a UnB sentimos que a falta de base durante o ensino médio dificultava o aprendizado no ensino superior".

"Após acompanhamento específico identificamos a falha e resolvemos o problema", diz a coordenadora do serviço de orientação universitária e representante pelo acompanhamento dos indígenas, Aparecida Cunha.

Para coordenadora da Fundação Nacional do Índio (Funai) Maria Helena, a qualificação pré-ensino superior é de extrema importância. "A bolsa universitária é muito valorosa. Entretanto é preciso qualificar o ensino superior também", ratificou.

A proposta do Programa de Bolsas de estudos para indígenas no Ensino Superior faz parte do conjunto de ações e atividades a serem desenvolvidas para consolidação da Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena, previstas no subcomponente I do Projeto Vigisus II/Funasa.

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