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Índios esclarecem suposto confinamento de policiais em MT

24 Horas News
01 de Abr de 2008

Com quase duas horas de atraso, previsto para às 9h da manhã de hoje, os índios Piebagas” da região de Santo Antonio de Leverger estiveram em reunião na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) do município e Polícia Militar, em seguida, esclarecem à Imprensa sobre um suposto confinamento de polícias na reserva indígena no último sábado (29).

Em nota à Imprensa lida por uma representante dos Piebagas, eles disseram que foi localizada uma viatura da PM sem a autorização do órgão para adentrar em terras indígenas. Os índios desmentiram que não houve policiais de reféns. Eles afirmaram que receberam dinheiro de um funcionário do guincho que teria ido até à reserva recolher a viatura da PM. No encontro, os índios repassaram o cheque no valor de R$ 2 mil reais para empresa.

Segundo informações do major da PM, Alessandro Ferreira da Silva, os policiais militares do Núcleo Ambiental retornavam de uma operação na região de Santo Antonio Leverger. No entanto, segundo o major da PM, a viatura estragou dentro da reserva indígena. Ele disse que por más condições das estradas os policiais resolveram passar por dentro da reserva.

Ainda de acordo com major Alessandro, os índios abordaram os policiais e exigiram de que os policiais entregassem os armamentos e umas facas, de posse dos policiais. Segundo o major, isso tudo não passou de mal entendido. Ele destacou um fato de 2006 em que os índios da mesma reserva no ano de 2006 abordaram os policiais militares pelo fato de ter ocorrido naquela época apreensão de armamento dos índios.

Porém, após negociação com os índios foi e a Funai foi decidido de que toda diligência realizada pela PM deverá ser comunicada à Funai para os devidos cuidados de proteção da área e do povo indígena.

ARMAMENTO - Segundo o major da PM, os índios recorreram à Funai para que fosse liberado armamento para caça. O major da PM disse assim como o homem branco os índios necessitam de posse de arma para utilizar o armamento. Segundo informações da Funai, nos próximos será expedido um documento para o Ministério da Justiça no qual reivindica o armamento para caça e sustento do povo indígena daquela região.

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