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Índios e governo, o novo desafio

A Crítica-Manaus-AM
07 de Mar de 2002

O antropólogo Antônio Carlos de Souza Lima faz hoje, na sala 9, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), da Universidade do Amazonas (UA), campus universitário, uma palestra que promete temperar com mais pimenta os debates sobre as relações entre índios e as instâncias governamentais do País. A exposição que tem como título: "Uma perspectiva sobre o indigenismo no Brasil - Trajetória de uma reflexão 17 anos depois" -, com início marcado para às 9h30, é promovida pela UA/ICHL, Programa de Pós-graduação Natureza e Cultura da Amazônia.

O professor-doutor Antônio Carlos de Souza Lima integra o Programa de Pós-graduação de Antropologia Social do Museu Nacional do Rio de Janeiro e tem uma visão bastante crítica no que se refere ao modelo de intervenção governamental nas comunidades indígenas. Em 1995, como fruto da sua tese de doutorado, lançou pela editora Vozes o livro "Um grande cerco de Paz - Poder tutelar, indianidade e formação do Estado do Brasil".

Na palestra de hoje, o pesquisador vai situar as relações entre povos indígenas e administração federal no Brasil durante o século 20. A noção de indigenismo que recupere, de forma analítica, o movimento dessa categoria no campo político, comparando experiências mexicanas e brasileiras.

Um outro aspecto na exposição de Souza Lima será o de mostrar como o indigenismo poderá vir a ser um meio de acesso útil à antropologia da administração pública e das organizações estatais.

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