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Índios e empresas se unem no combate ao fogo que consome o Parque Indígena do Xingu

24 Horas News - https://www.24horasnews.com.br/
08 de set de 2010

O combate aos focos de queimadas que se multiplicam pelo Parque Indígena do Xingu (PIX) ganhou um grande reforço este ano. Durante 18 dias, cinco brigadas foram formadas e mais de 112 pessoas de oito aldeias e um posto indígena passaram por treinamentos e receberam equipamentos de combate a incêndios. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a empresa e o Instituto Socioambiental (ISA) firmada em agosto de 2009.

Os treinamentos foram realizados nas aldeias Ngojhwêrê, dos Kisêdjê; Moygu, dos Ikpeng; Tuiararé e Capivara, dos Kawaiwete que reuniu também jovens das aldeias Samaúma e do Posto Indígena Diauarum; e Tuba Tuba, dos Yudja, que reuniu jovens das aldeias Paksamba e Pequizal. A capacitação foi ministrada pelo brigadista Emilton Paixão Caxias, do Prevfogo, divisão de combate ao incêndio florestal do Ibama, com acompanhamento do engenheiro Candido Simões, gerente da Divisão Anti-incêndio da Guarany.

De acordo com a assessora do projeto de manejo de recursos naturais do ISA no Parque Indígena Xingu, Kátia Ono, o treinamento chegou em boa hora, pois as queimadas já se tornam uma grande preocupação para as comunidades. "Nas aldeias Ngojhwere, Tuiararé e Moygu nos deparamos com a realidade dos incêndios que já estavam queimando as florestas. Fizemos trabalho de combate às queimadas como base de aprendizado nesta situação. As comunidades indígenas solicitavam esse auxílio externo para combater os focos de incêndio que vêm proliferando no Parque Indígena do Xingu".

Os kits doados pela Guarany contêm mais de 20 bombas costais, 30 abafadores, facões e enxadas, entre outros equipamentos. "O treinamento foi completo e muito interessante, com a utilização de técnicas preventivas, queimas controladas e combate direto, até mesmo em situações reais. Em todas as aldeias foi possível utilizar as motobombas, pois havia muita disponibilidade de água do Rio Xingu. Utilizaram também todas as ferramentas e abafadores necessários no combate ao fogo", explica Candido Simões.

Emilton Paixão, brigadista do Prevfogo, avaliou positivamente o desempenho das equipes. "Os índios conhecem o comportamento do fogo e têm grande resistência física para suportar os trabalhos de combate na floresta". Para o ISA esta parceria atende a uma demanda antiga dos povos indígenas da região, que vinham demonstrando preocupação com relação ao descontrole de queimadas.

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