O Povo -Fortaleza-CE
18 de Nov de 2005
montada no Aterro do Ideal, a oitava edição dos Jogos dos Povos
Indígenas Os matis são caçadores e agricultores que habitam a região
do rio Ituí, Vale do Javari, fronteira com o Peru, no estado do
Amazonas. Os wai-wais são conhecidos como exímios artesãos e vêm da
região noroeste do Pará, às margens do rio Mapuera, na terra indígena
Nhamundá-Mapuera. Os pataxós, oriundos do sul da Bahia, são místicos
que trazem consigo a lenda do Boto Cor-de-Rosa.
Estas são apenas três etnias, das dezenas que estarão participando da
oitava edição dos Jogos dos Povos Indígenas, que começa amanhã e vai
até o dia 26, no aterro da praia do Ideal, no Meireles. Hoje, serão
realizados a ''Cerimônia de Acendimento do Fogo'', às 18 horas, no
Parque do Cocó, e o Congresso Técnico, às 20 horas, na praia da
Cofeco. Maior evento da cultura indígena do País, os Jogos reunirão
cerca de 1.400 índios, que disputarão 15 modalidades tradicionais
indígenas e ''modernas''.
Segundo os organizadores, o objetivo maior da competição é resgatar,
pelo esporte, a identidade cultural dos indígenas, reafirmando sua
importância na formação do povo brasileiro. Além das mais de 40
etnias participantes, líderes indígenas vêm da Guiana Francesa,
Canadá, Equador e Estados Unidos.
Segundo Carlos Terena, um dos idealizadores dos Jogos, foi preciso
muita conversa com as lideranças e estudo da cultura de cada etnia
para que o sonho dos Jogos se tornasse realidade. ''Por isso,
normalmente, não há limite de idade para os jogadores, nem
categorização das equipes. Também não existem necessariamente
ganhadores e perdedores., afirmou.
Carlos Terena disse que, embora a questão da competitividade não seja
tão flagrante nos Jogos, são respeitadas as particularidades de cada
povo. ''Os kadiwéus, por exemplo, que ajudaram o Brasil a vencer a
Guerra do Paraguai, estão acostumados com o sucesso. Assim, a derrota
para eles é mais difícil de ser encarada'', explicou.
Cearenses e visitantes terão a oportunidade, durante o evento, de
conhecer e comprar o legítimo e diversificado artesanato indígena
brasileiro. Além da aquisição de produtos, as pessoas poderão
conhecer e compartilhar tradições e histórias que fazem parte do
cotidiano indígena brasileiro.
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