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"Índios cada vez mais lutam por seus espaços"

Folha de S. Paulo-São Paulo-SP
28 de Abr de 2004

Presidente da Thydêwá, organização não-governamental responsável pelo projeto de implantação do portal indígena, o argentino Sebastian Gerlic, 34, teve o seu primeiro contato com índios aos 13 anos, quando ainda morava na Argentina. "Foi uma visita turística a uma aldeia", disse. Há dez anos no Brasil, Gerlic já visitou mais de 15 aldeias. Ontem à tarde, o argentino falou à Agência Folha. (LF)

Folha - Como o senhor vê a realidade indígena brasileira?

Sebastian Gerlic - É uma realidade de muito sofrimento. Desde 1500, quando o Brasil foi descoberto, os índios são massacrados.

Folha - Existe omissão das autoridades?

Gerlic - Claro que sim, quem visita qualquer aldeia no Brasil percebe a omissão. A precariedade é muito grande, os índios estão marginalizados, esquecidos.

Folha - Qual o futuro que o senhor projeta para os índios brasileiros?

Gerlic - Os índios ainda serão vistos pela sociedade como os mestres da ecologia, os mestres do planejamento familiar. A sociedade capitalista matou grande parte da cultura indígena. Mas os índios sobreviveram ao massacre e estão lutando cada vez mais por seus espaços.

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