VOLTAR

Índios bloqueiam a BR-364 na saída de Cuiabá por causa da Funai

24 Horas News
Autor: Thiago Itacaramby
07 de abr de 2008

Desde às 5h30, a saída de Cuiabá que dá acesso à região Sul de Mato Grosso está bloqueada por um grupo de índios da baixada cuiabana. O povo indígena reivindicam a mudança da sede da Funai da Capital para o município de Juína . Fazem parte do bloqueio os grupos Umutina, Bakairi, Guató, Terena, Chiqitano, Bororo, Pareci e Munduruku. Eles estão desde a semana passada em protesto pelas ruas de Cuiabá. Eles protestam contra o fechamento da sede da Fundação Nacional do Índios (Funai) em Cuiabá.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) até o momento não tinha conhecimento do congestionamento formado na rodovia. Segundo informações de uma fonte que esteve no local do bloqueio, uma estrada alternativa por Chapada dos Guimarães era o acesso para Cuiabá.

Cerca de 400 índios estão acampados na sede da Funai desde o dia 31. Eles dizem que desde esta data estão buscando, sem êxito, o diálogo com a sede em Brasília..Na quinta-feira, eles estiveram na Casa Civil. "Fomos recebidos com tiros, mas lá conseguimos que o governador do Estado de Mato Grosso nos atendesse" - diz um texto distribuído por Helena Ferreira Corezomae.

Os índios reclamaram da promessa não cumprida pelo vice-presidente Funai, Aloísio Guapindaia, que marcou uma reunião com os índios em Cuiabá e não compareceu "e não mandou nenhum representante". Diz o documento: "Até agora são sete dias de indefinições e cada dia mais aumenta o números de indígenas adeptos a causa" - alerta.

Na madrugada de domingo chegaram mais de 60 indígenas da etnia Parecis e se juntaram ao grupo. "Temos noticias de que mais indigenas estão se preparando para se juntar a nós" - diz Helena, ao anunciar envia de denúncias contra o atual presidente da Funai ao forúm da ONU em Nova York.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.