VOLTAR

Índios ameaçam fechar BR-174 em protesto pela educação

Folha BV https://folhabv.com.br/
Autor: Cyneida Correia
22 de mai de 2019

Sofrendo com problemas relacionados à educação dos estudantes da escola estadual indígena Santa Luzia, moradores da comunidade Três Corações, próximo à localidade conhecida por Quarto de Bode, no quilômetro 100, município do Amajarí, programaram uma manifestação com bloqueio da BR-174, a partir das primeiras horas da manhã de hoje. O bloqueio deve durar por três horas, segundo os organizadores que esperam a presença de cerca de 500 pessoas.

Eles reclamam do que consideram 'descaso com as escolas indígenas' e se juntaram em um movimento em prol da educação reivindicando transporte escolar, merenda e gás, pessoal de apoio, material de limpeza, de expediente e materiais diversos. As pautas foram organizadas pelas lideranças locais.

No último dia 17, o ministério público federal recomendou intervenção imediata do governo de Roraima na escola, pois uma inspeção teria constatado que o local oferece risco à segurança de alunos e professores. Segundo o professor Jackson, pai de alunas e morador do município, cerca de 500 pessoas já estariam dispostas a fechar a rodovia

"Por conta da demora do governo em responder ao ministério público federal e à própria escola, nós da comunidade resolvemos fazer esse protesto. Esse movimento está sendo organizado pela comunidade escolar, tendo os Tuxauas das comunidades Três Corações, Juracy Urucuri, Ponta da Serra e demais como líderes desse movimento. Nós estávamos já dispostos a iniciar o ano letivo, mas por conta da intervenção do ministério público não queremos colocar nossos alunos em risco, então, por precaução, a comunidade decidiu protestar e vamos acompanhar".

A reportagem da Folha procurou a Polícia Rodoviária Federal que informou não saber sobre o assunto. O governo do estado também foi procurado, mas não se pronunciou sobre o assunto.

Secretaria de Educação divulga Calendário Escolar para Interior

A Seed (Secretaria de Educação e Desporto) divulgou o Calendário Escolar para unidades de ensino da rede estadual dos municípios do Interior do Estado. Todas as escolas que iniciaram as aulas depois do dia 09 de abril (incluindo as do dia 15 de maio) deverão seguir o calendário apresentado. A diferença estará no planejamento do término do ano letivo de 2019, conforme as especificidades de cada escola.

Para as 64 unidades de ensino do Interior, o primeiro bimestre letivo seguirá até o dia 14 de junho, com 50 dias letivos. Já o segundo bimestre será de 15 de junho a 4 de setembro, com 50 dias letivos. O recesso escolar está programado para o período de 19 de julho a 2 de agosto.

As aulas do terceiro bimestre iniciam dia 5 de setembro e seguem até 9 de novembro, contemplando 50 dias letivos. O diferencial está no quarto bimestre, que terá início no dia 11 de novembro e segue até o dia 21 de dezembro, com 33 dias letivos.

Depois, haverá o recesso dos professores no período de 23 de dezembro de 2019 a 21 de janeiro de 2020. No dia 27 de janeiro de 2020 voltam às aulas, continuando o quarto bimestre até dia 15 de fevereiro, contabilizando mais 17 dias letivos.

Desta forma, encerra-se então o ano de 2019 com os 200 dias letivos, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Serão utilizados 19 sábados como dias letivos. Os feriados e as férias escolares foram preservados.

"Agora nossa equipe está trabalhando na finalização do Calendário Escolar para as escolas indígenas, que começaram as aulas no dia 20 de maio. Faremos um acompanhamento pedagógico diferenciado para garantir a aprendizagem dos nossos estudantes", destacou Milena Silva, diretora do DGE (Departamento de Gestão Escolar).

Milena explicou ainda que a Seed está garantindo os coordenadores pedagógicos nas escolas do Interior a fim de fortalecer as ações nas unidades de ensino.

https://folhabv.com.br/noticia/CIDADES/Capital/Indios-ameacam-fechar-BR…

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.