Jornal do Dia-Macapá-AP
19 de Nov de 2004
A professora Elizabete dos Santos, da etnia Guainamã, no Parque Tumucumaque em Laranjal do Jarí, é suplente da Comissão Nacional dos Professores Indígenas do Amapá. Para ela, em outros estados já está acontecendo a inclusão de indígenas no ensino de nível superior. "No Amapá está apenas começando, mas o importante que essa luta está se ampliando. Há quem quinhentos anos atrás não víamos isso. Portanto, estamos correndo atrás do sonho perdido. Isso é muito importante para nós indígenas, estamos apenas no começo, queremos muito mais", ressaltou.
O objetivo dos índios interessados na implantação do curso de licenciatura Intercultural Indígena na Unifap é obter a formação e trabalhar nas comunidades. "Através desse curso estaremos fazendo uma troca de conhecimento. Isso é muito válido porque atualmente temos contato constante com não-índios. Até os nossos pais e avôs questionam a necessidade de conhecer o que o não-índio tem para nos oferecer. Através da educação teremos meios de como nos defender", defendeu Elizabete.
O representante da etnia Palikur, na aldeia Kumini no Oiapoque, Nonato Hipólito, considerou o II Colóquio de Ensino Superior um momento importante para aprofundar conhecimentos. "Tempos atrás não tínhamos essa oportunidade que estamos vivenciando", frisou. Oberto Maciel Gabriel, da etnia Galibi Maruworno no Oiapoque, comentou a nova visão dos índios sobre a evolução do mundo. "Nós temos que acompanhar essas mudanças, mas nunca esquecendo a nossa cultura. Esse curso é muito importante e não podemos ficar de fora", concluiu. (J.C)
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