Agência Estado-São Paulo-SP
24 de Ago de 2005
Um índio cinta-larga foi detido pela Polícia Federal na madrugada de segunda-feira, com 70 diamantes escondidos, em uma barreira instalada perto da Reserva Roosevelt, em Rondônia. A mineração é proibida no local. Ontem ele foi transferido para a cadeia pública de Pimenta Bueno, a 540 quilômetros de Porto Velho. Sua identidade está sendo mantida em sigilo.
Estavam com ele e também foram detidos o garimpeiro Francisco Felício Barros, que portava nove pedras escuras, sem valor comercial, e o possível comprador Reinaldo Pereira de Camargo, levando mais seis pedras escondidas na meia. Os dois também estão na cadeia pública de Pimenta. O delegado da PF Paulo Henrique Barbosa disse que os agentes suspeitaram dos três porque eles queriam passar pela barreira a 1 hora, horário que a polícia considera impróprio para trafegar em uma estrada acidentada. "Os diamantes com o cinta-larga foram encontrados imediatamente. Estavam em um pequeno saco plástico no ânus. As outras pedras foram encontradas com os brancos durante uma revista minuciosa, na delegacia da PF", explicou Barbosa. O cinta-larga estava usando calção e camiseta.
Segundo a PF, muitos dos índios que comercializam diamantes têm propriedades em cidades perto da reserva Roosevelt. "Eles se vestem como brancos, por isso não é de se estranhar que um deles tenha escondido diamantes na cueca. Deveria estar indo para a casa dele vender as pedras", detalhou Barbosa.
O delegado acrescentou que além de manter fiscalização permanente em quatro bases nas estradas de acesso à reserva Roosevelt, os agentes da PF estão constantemente procurando desvios clandestinos na terra dos cintas-largas. Ele garante que dessa forma está sendo possível impedir a entrada de óleo diesel e peças de manutenção para máquinas usadas para garimpar.
"A ação da PF tem mantido a situação sob controle na reserva. Há cerca de 10 dias prendemos um garimpeiro com uma pistola e uma pedra. A garimpagem praticamente parou, mas devido a essas prisões estamos vendo que de vez em quando alguém ainda tenta tirar diamantes da reserva", disse Barbosa.
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