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Indígenas vão conhecer Estação de Piscicultura da Empaer

Midianews-Cuiabá-MT
28 de Mar de 2004

Um grupo de índios Cinta-Larga, da região de Juína, e Yawalapiti, da região do Xingu, vai acompanhar o superintendente de Assuntos Indígenas do Estado, Idevar José Sardinha, neste domingo (28), em uma visita ao Centro de Pesquisa de Piscicultura da Empaer, no município de Nossa Senhora do Livramento (42 quilômetros de Cuiabá).

A visita foi solicitada pelos indígenas para conhecerem o modelo de piscicultura que poderá ser implantado em suas aldeias. De acordo com o responsável de Projetos de Desenvolvimento Sustentável, o geólogo José Seixas, os índios querem aprender o funcionamento da criação de peixes para sustento da comunidade.

"O objetivo é que se construa tanques nas aldeias para a criação dos alevinos, onde os índios poderão aumentar a dieta alimentar e gerar aumento de renda para a comunidade indígena", explica Seixas.

A visita dos índios à Estação de Piscicultura da Empaer será acompanhada, além do superintendente e de José Seixas, pelo engenheiro agrônomo da Empaer, Antenor da Silva.

COOPERAÇÃO - Durante esta semana os representantes indígenas estiveram reunidos com o superintendente Idevar Sardinha, em uma iniciativa inédita de propor uma cooperação entre índios e Estado.

Os índios querem ajuda do Estado para organizar um conjunto de ações do Governo, que melhorem a qualidade de vida das tribos em Mato Grosso
CINTA-LARGA - São cerca de 1,3 mil índios vivendo no Parque do Aripuanã, em uma área de 1,6 milhão de hectares, entre os estados de Mato Grosso e Rondônia. Conforme o chefe de posto, Valdenilton Evangelista de Souza, em Serra Morena vivem cerca de 300 cinta-larga, espalhados em 40 aldeias, em uma área de 147 mil hectares em Juína, única reserva exclusiva da etnia no município, que conta com oito postos indígenas da Funai.

Antes nômades, vivendo da caça, pesca e colheita de frutos nativos, hoje, com a delimitação das áreas indígenas, o espaço para eles ficou pequeno e a comunidade não tem qualificação suficiente para a agricultura de subsistência, vivendo somente do que pescam e caçam. "Nós queremos criar frango, plantar nossa comida, mas precisamos aprender porque isso não faz parte da nossa cultura", explicou o cacique, Papai-Grande.

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