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Indígenas marcham em Brasília e cobram de Lula avanços nas demarcações, nesta quinta-feira (9)

Conselho Indigenista Missionário (Cimi) - cimi.org.br
Autor: Adi Spezia
08 de Abr de 2026

Foto: @richard_wera_mirim/APIB

Com o tema "Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós", o Acampamento Terra Livre (ATL) 2026 reúne, em Brasília (DF), milhares de lideranças indígenas de todas as regiões do país em uma semana de mobilização, denúncia e articulação política. Nesta quinta-feira (9), às 14h, o movimento realiza a marcha "Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida", pela garantia dos direitos territoriais e pela vida dos povos indígenas.

A marcha segue pela Esplanada dos Ministérios em direção à Praça dos Três Poderes e será marcada por uma homenagem a lideranças indígenas assassinadas na luta pela terra, em diferentes regiões do país. O ato denuncia o agravamento da violência nos territórios e a persistência de conflitos fundiários sem solução.

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), até março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para homologação e aguardam apenas a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outras 34 dependem de portaria do Ministério da Justiça para dar continuidade aos processos.

Para o movimento indígena, a paralisação dessas etapas evidencia a falta de prioridade política na agenda de demarcação e mantém comunidades expostas a invasões, disputas e violações de direitos. A avaliação é que, mesmo com avanços institucionais recentes, o ritmo das medidas não acompanha a gravidade da situação nos territórios.

"Não há soberania sem Terras Indígenas demarcadas e protegidas. Estamos em Brasília para cobrar decisões concretas: há processos prontos, há estudos concluídos e há comunidades esperando. O que falta é vontade política para avançar", afirma Kleber Karipuna, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

Entre as lideranças homenageadas estão indígenas assassinados nos últimos anos em estados como Bahia e Maranhão, em contextos de disputa territorial. Os casos evidenciam a persistência da violência contra os povos indígenas e a falta de resposta efetiva do Estado.

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https://cimi.org.br/2026/04/indigenas-marcham-cobram-lula

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