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Indígenas "invadem" o Palácio para protestar

Gazeta Digital
04 de abr de 2008

Protestando contra mudanças na estrutura das administrações regionais, cerca de 40 índios das etnias Umutina, Bororós, Bakairi, Xiquitanos, Guatós e Munducurus, invadiram o Palácio Paiaguás na tarde de ontem. Na tentativa de evitar o protesto em área restrita, um policial militar atirou uma vez para o alto. Indignados, os índios protestaram e exigiram respeito. O chefe da Casa Militar, coronel Orestes Oliveira, que coordena a segurança em toda a área do Centro Político Administrativo (CPA), declarou que houve um mal entendido e que não é filosofia da Instituição atuar de maneira truculenta. "Foi uma ação isolada. O governo do Estado jamais se recusou a atendê-los, sempre houve entrosamento" . Afirmou ainda que não estava no local na hora do incidente, mas que vai apurar o ocorrido.

A entrada abrupta dos indígenas foi realizada por volta das 13h pelo portão que dá acesso a área de serviços. Eles carregavam bordunas e tinham seus corpos pintados para a guerra o que deixou os servidores do local assustados. Após a confusão no momento da entrada, foram recebidos pelos superintendente de Assuntos Indígenas, Rômulo Vandoni.
Ele avaliou que a situação não pode ser considerada como de rotina. "O que aconteceu é que não houve comunicação para o pedido de reunião".

O cacique terena Milton Rondon, de Peixoto de Azevedo, explicou que mais de 400 pessoas se deslocaram das aldeias até a capital para pedir a intermediação do Estado nas negociações com o governo federal.
Caso não houvesse nenhuma sinalização positiva por parte do governo estadual eles ameaçavam fechar a BR-364 na saída de Rondonópolis.

Depois de serem atendidos por Rômulo Vandoni uma comissão composta por 20 integrantes, se reuniu com o governador Blairo Maggi e também com o vice, Silval Barbosa. A comissão entregou um documento onde oficializou o pedido de ajuda. A reunião durou menos de 40 minutos.

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