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Indígenas e gestores discutem a implantação do Brasil Sorridente Indígena

Sesai - http://portal.saude.gov.br/
20 de abr de 2011

O último dia de programação do Abril Saúde Indígena começou com a mesa de apresentação e discussão do Brasil Sorridente Indígena. O objetivo era detalhar as fases de implantação do programa, lançado ontem (19) pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que visa ampliar o acesso ao atendimento odontológico nas aldeias, estruturando e qualificando os serviços de saúde bucal nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

O Brasil Sorridente Indígena será executado em duas etapas. Inicialmente, um projeto piloto será implantado em três DSEIs: Xavante (MT), Alto Rio Purus (AC/AM/RO) e Alto Rio Solimões (AM) e terá a duração de seis meses. "Começarmos pelos projetos pilotos não significa que os outros DSEIs não possam iniciar a estruturação do Brasil Sorridente Indígena em suas regiões", esclareceu o Secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves.

A partir de novembro, terá início a segunda etapa do programa que reorganizará o atendimento integral em saúde bucal em todos os 34 DSEI's do país. "Iniciaremos com ações de impacto imediato. Por isso no primeiro momento, a meta é zerar as necessidades odontológicas das comunidades. Depois trabalharemos na reorganização do sistema, que inclui a implantação de Centros de Especialidade Odontológica (CEOs) e de Laboratórios Regionais de Prótese Dentária nos municípios referência para população indígena", explicou o Coordenador Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca.

O projeto de implantação do Brasil Sorridente também prevê o redimensionamento e capacitação dos profissionais. Segundo levantamento da Sesai há uma má distribuição de profissionais de odontologia pelas regiões e DSEIs, fator que impacta diretamente no acesso ao atendimento. A Região Norte, por exemplo, são 2.296 habitantes para cada odontólogo, enquanto na Região Sul esse número cai para 902 habitantes por profissional.

Para implantação do Brasil Sorridente Indígena serão investidos, no primeiro ano R$ 40,7 milhões. Esse investimento engloba a contratação de profissionais, a montagem de consultórios fixos nas aldeias, compra de equipamentos, material e kits de instrumental clínico odontológico para as equipes, além da aquisição de Unidades Móveis Odontológicas e consultórios portáteis. Estes dois últimos servirão principalmente para o atendimento nas aldeias de difícil acesso. A partir do segundo ano, o valor de custeio passa a ser de R$ 36,5 milhões, por ano.

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