VOLTAR

Indígenas do rio Negro discutem projeto regional de desenvolvimento

Ministério do Meio Ambiente-Brasília-DF
28 de Ago de 2003

Representantes indígenas da Região do Rio Negro reúnem-se a partir de hoje (28), no Município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus), no 1o Seminário de Desenvolvimento Sustentável Indígena do Rio Negro, que se estenderá até o dia 1o de setembro. A proposta do encontro é definir um programa comum para a região - uma das que concentra maior pluralidade étnica, habitada por mais de 27 diferentes povos indígenas.

O seminário é promovido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), em conjunto com o Instituto Sócio Ambiental (ISA), e apoio do Projetos Demonstrativos dos Povos Indígenas (PDPI), MDA e Departamento Internacional para o Desenvolvimento (DFID), do Governo britânico. Para o gerente técnico do PDPI, Gersem dos Santos Luciano, a iniciativa é inovadora porque cria condições, pela primeira vez, de as organizações indígenas, as lideranças das comunidades e parceiros pensar um projeto regional de desenvolvimento. Baniwa, um dos povos daquela área, Luciano diz que boas iniciativas têm sido realizadas no Rio Negro pelo movimento indígena. "A luta travada ao longa das décadas permitiu que, hoje, chegássemos a esse encontro com um dado novo, o de pensar um projeto regional de desenvolvimento a partir do ponto de vista indígena", diz Gersem, formado em Filosofia, pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

O seminário, de acordo com Gersem Luciano, se insere dentro das mais atuais preocupações do movimento indígena, que é o de fortalecer as organizações representativas dos povos indígenas, ampliar o espaço e as condições de capacitação das lideranças a fim de que cada vez mais qualifiquem a participação dos indígenas na definição de políticas públicas inclusivas e que respeitem as diferenças tão fortes no País.

O PDPI é um programa vinculado ao Ministério do Meio Ambiente/Secretaria de Coordenação da Amazônia (MMA/SCA), que atua com os povos indígenas da Amazônia brasileira (compreende os Estados de Tocantins, Pará, Amapá, Acre, Amazonas, Mato Grosso, Roraima, Rondônia e parte do Maranhão) e tem a Unidade de Gerenciamento instalada em Manaus. Trabalha com duas linhas de financiamentos: as de grande projetos - engloba propostas, formuladas por comunidades e organizações indígenas, que envolvam recursos a partir de R$ 45 mil a R$ 240 mil; e os pequenos projetos - até R$ 45 mil. Os principais parceiros do Governo brasileiro nesse programa são os governos alemão, por meio das agências GTZ e KfW, e o britânico, via o DFID

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.