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Indígenas criticam precariedade nas escolas

Folha Boa Vista - http://www.folhabv.com.br/
Autor: Cyneida Correia
21 de Ago de 2010

Cerca de 18 tuxauas de diferentes comunidades indígenas da região do Amajarí, reunidos na comunidade do Araçá, reclamaram da situação precária que se encontram as escolas e a educação indígena como um todo.

A avaliação geral é de insatisfação com a qualidade de ensino oferecido nas comunidades. Os indígenas se queixam que falta estrutura nas escolas, material didático, transporte escolar e compromisso de professores não indígenas. Também reclamam que a educação nas comunidades foi abandonada pelos representantes políticos e que nenhum dos compromissos assumidos foram cumpridos.

Assim como em várias outras regiões, também faltam professores em algumas disciplinas, principalmente de língua materna de 1ª a 4ª série.

Os indígenas também estão exigindo a implantação do ensino médio na comunidade do Ouro, mas já receberam resposta da Secretaria de Educação de que a implantação de qualquer modalidade está suspensa.

Na Vila Brasil os indígenas afirmam que os filhos chegam duas ou três horas da tarde e estudam somente três horas, porque o transporte escolar não chega no horário certo.

O autônomo Enio Barroso reclamou da inexistência de obras de reforma e ampliação nas escolas indígenas. "A escola Raimundo Tenente não foi reformada e está caindo aos pedaços. Sou pai de aluno e tenho receio de onde vai parar a educação em minha comunidade. Se você olhar, verá que o telhado está desabando, a instalação elétrica não presta mais, os ventiladores estão sem funcionar e quando chove não tem aula, pois tudo fica molhado".

Os moradores da comunidade já estiveram no Ministério Público Federal para denunciar os problemas e pedir apoio para melhorar a qualidade da educação.

ENERGIA - Os tuxauas expuseram os outros problemas enfrentados pelas comunidades. Entre eles, a falta de energia elétrica. Segundo os moradores do Araçá, os estudantes ficaram mais de 30 dias sem aula por conta de um motor de luz quebrado. "As 60 casas dos moradores ficaram no escuro e a escola sem aula à noite por causa do motor do gerador quebrado. Tinha aluno que vinha de outras comunidades indígenas para estudar e quando chegava aqui estava tudo escuro, sem aula", disse Barroso.

OUTRO LADO - A Folha procurou a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação, que informou que a escola será contemplada com reforma e ampliação. O processo foi aberto e atualmente encontra-se em andamento na Secretaria de Infraestrutura

http://www.folhabv.com.br/noticia.php?id=92933

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