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Indígenas com DST's são tratados na própria aldeia

Diário do Amapá - http://www.diariodoamapa.com.br/
15 de jul de 2008

Segundo dados do Sistema de Informação e Atenção à Saúde Indígena (Siasi/AP), apenas um caso de Aids foi registrado em 2007 e, no primeiro semestre deste ano, foi notificado um caso de HIV, na área indígena sob a jurisprudência do Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (Dsei/AP). Em relação às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) o Siasi re-gistrou 82 casos, de janeiro a maio/2008, que foram tratados na própria aldeia.

A Coordenação Regional da Funasa no Amapá (Core/Ap) adotou medidas preventivas para controlar as doenças, colocando enfermeiros e técnicos de enfermagem nas aldeias para detectar e tratar possíveis casos com encaminhamento para procedimentos médicos, quando necessário. Outra medida adotada foi colocar em campo a equipe de educação em saúde que em conjunto com a equipe técnica fazem um trabalho de orientação quanto aos métodos de prevenção. Segundo o Coordenador Técnico do Dsei/Ap, Heverton Coelho, a orientação é detectar precocemente um caso suspeito, tratar e, posteriormente, quebrar a cadeia de transmissão, orientando para a utilização, principalmente, do preservativo masculino e feminino.

A atual gestão da Funasa/AP estabeleceu uma relação de confiança com as populações indígenas e vem mantendo um diálogo em constantes reuniões com lide-ranças para ouvir suas reivindicações e buscar alternativas para solucionar os problemas existentes. E uma dessas alternativas é buscar parcerias com o Governo do Amapá e prefeituras municipais.

No último sábado (12), por exemplo, uma parceria da Funasa/AP com as secretarias estaduais de Saúde (Sesa) e dos Povos Indígenas (Sepi) possibilitou agilizar o atendimento de mais de 150 indígenas, dentre internos e acompanhantes, que estão hospedados na Casa de Saúde do Índio em Macapá à espera de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Ginecologista, pediatra e clínico geral do quadro do Governo do Estado estiveram, durante todo o dia, realizando consultas e prescrevendo tratamento farmacológico imediato. Foram realizadas ainda, exame de hemoscopia para identificação de malária, exames de rotina e coleta de PCCU (preventivo) e interpretação dos que foram coletados, antecipadamente, pelos enfermeiros da Casai/MCP.

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