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Indígenas - Cerca de 80 indígenas dos povos Tembé, Munduruku, Muura e Kaapó, a maioria deles já moradores de Belém, esti

O Liberal-Belém-PA
08 de Out de 2003

Indígenas - Cerca de 80 indígenas dos povos Tembé, Munduruku, Muura e Kaapó, a maioria deles já moradores de Belém, estiveram reunidos no auditório do Palácio Antônio Lemos, no congresso setorial dos povos indígenas. Eles discutiram temas como a língua e cultura de seus povos, a demarcação das terras indígenas e os problemas enfrentados para garantir o cumprimento de seus direitos. Também escolheram os dois conselheiros que farão parte do Conselho da Cidade.

O ponto principal da discussão pela manhã foi como a organização dos indígenas em associações poderia ajudar as comunidades a garantir infra-estrutura para os índios aldeados e a resolver problemas comuns enfrentados por eles, como a invasão de terras e os conflitos com madeireiros. O coordenador da mesa foi Emílio Kabá Munduruku, 62 anos, que entregará o posto de conselheiro da Cidade. Sargento da reserva do Exército, Kabá vive em Belém há 55 anos. "Existem cerca de 30 famílias indígenas em Belém, entre Tembé, Caripuna, Juruna, Muura e Gavião, que vivem como o homem branco", informou.

Os caciques Reginaldo Tembé e Clemente Tembé, o Kelé, falaram sobre suas experiências com associações como algo positivo para a aproximação com os órgãos públicos e para a obtenção de verbas, mas também citaram as dificuldades de se adaptar a uma forma de organização que é estranha à cultura deles. "Conseguimos nos aproximar mais dos órgãos, mas não é fácil, porque não é uma coisa nossa. Também temos dificuldades entre os índios aldeados, porque na aldeia só se tem educação até a 4ª série. Então eles têm menos conhecimento da burocracia do branco e dos próprios direitos do que os índios que estão na cidade. Mas isso tem nos ajudado a conseguir recursos e a não ficar só dependendo da Funai para fazer as coisas", disse Kelé.

No próximo dia 17, a prefeitura inaugura o Memorial dos Povos Indígenas, junto ao Complexo Ver-o-Rio. O espaço será direcionado para demonstrações da cultura indígena. O memorial seria inaugurado hoje, mas a solenidade foi adiada por ordem do prefeito, para retoques na obra.

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