VOLTAR

Indígenas acusados de matar policial ainda não foram presos

Folha de Boa Vista - www.folhabv.com.br
13 de Ago de 2008

Depois de 47 dias do assassinato do servidor administrativo da União que exercia a função de policial civil no Município de Bonfim, Vanderval Mendes Coutinho, 46, a Polícia Civil ainda não conseguiu prender os suspeitos do crime. Por telefonem o delegado do Bonfim, Wulpslander Trajano, informou que a Justiça já expediu mandados de prisão contra os criminosos e diariamente são realizadas investigações no sentido de encontrá-los.

Por se tratar de um município fronteira com outro país - Guiana - há suspeitas de que os irmãos acusados do crime, Devalvir e Delcir Laurentino da Silva, além de um adolescente de 14 anos, possam ter se refugiado no país vizinho. Existe ainda o fato deles serem indígenas e conhecerem bem as matas da região. De acordo com o delegado, a polícia não vai cessar os trabalhos de busca.

Conforme a versão da polícia após a tragédia, que ocorreu no dia 26 de junho, Vanderval mais o policial civil concursado Gerland Costa da Silva e o sargento da Polícia Militar Paulo Afonso, do destacamento da corporação militar em Bonfim, foram até a maloca do Manoá realizar uma diligência para localizar os acusados que estavam sendo investigados por crimes de furtos e roubos na região, inclusive de motos.

Ao chegar à maloca, os policiais encontraram os suspeitos com duas motocicletas. Foi feita a abordagem e os acusados não apresentaram os documentos dos veículos, o que gerou a detenção deles. A equipe policial usava como viatura uma caminhoneta S-10 da Polícia Militar e os três acusados foram colocados na carroceria do veículo sem algemas.

Ainda de acordo com a versão da polícia, no caminho quando a equipe seguia com os três detidos em direção à delegacia na cidade de Bonfim, os suspeitos começaram uma discussão que obrigou os policiais pararem a viatura. Vanderval saiu da viatura primeiro e foi ver o que estava acontecendo, ocasião em que foi atacado pelo adolescente, que estava armado com uma faca e fez um corte na garganta do servidor.

Em seguida o rapaz ainda pegou o revólver que o policial carregava na cintura e atirou na cabeça de Vanderval. Os outros dois policiais também foram atacados por Devalvir e Delcir. O sargento Paulo Afonso ainda puxou sua arma e tentou atirar contra os agressores, mas o revólver não disparou.

Ele entrou em luta corporal com um dos acusados, o elemento tomou sua arma e junto com o adolescente passou a atirar contra os policiais que foram baleados sem gravidade. O sargento foi atingido de raspão na cabeça e Gerland, que ainda atirou contra os agressores, foi ferido em uma das mãos. O trio fugiu correndo para dentro da mata e não foi mais visto.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.