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Indígena de Caarapó dada como 'morta' reaparece causando susto e arrepio na família

Caarapó News - http://www.caaraponews.com.br
Autor: José Carlos
15 de jan de 2014

Um caso no mínimo inusitado. Como foi noticiado pelas mídias de vários municípios de Mato Grosso do Sul, no dia 24 do mês passado, a Polícia Militar de Itaporã encontrou uma jovem acusada de ter sido assassinada com uma paulada na cabeça e também torturada antes de ser jogada na água em uma lagoa daquele município. A vitima foi divulgada como Jaciela Freitas, de 15 anos, moradora na Aldeia Te' yikue em Caarapó.

A PM de Itaporã entrou em contato com integrantes do Conselho Tutelar de Caarapó, para informar sobre o fato e também para que os mesmos entrassem em contato com os familiares da vítima no sentido de se fazer o devido reconhecimento do corpo que foi levado ao IML de Dourados.

O Conselho Tutelar de Caarapó entrou em contato com o vereador Dario Ramires (PR), que foi até Dourados com o indígena Argeu Freitas, pai da suporta vitima. "Fomos informados que se não fossemos até aquela data a jovem seria enterrada com indigente, pois a mesma estava em seu terceiro dia e em estado de potrificação.

O vereador Dario Ramires disse a reportagem do CaarapoNews que o pai observou todos os detalhes do corpo, e confirmou que a mesma era sua filha. "Inclusive até uma tatuagem com as iniciais do seu nome, ou seja, J.F, tinha em uma das partes do corpo. Perguntei para ele em 'guarani', e daí é o sua filha? o mesmo disse que sim. A parti dali foi confeccionado o boletim de ocorrência para o devido translado da jovem para a reserva indígena e o seu sepultamento", observou.

"Quando a família já se preparava para a reza pelo 7o dia de falecimento de Jaciela, recebemos uma ligação da cidade de Amambai, dizendo que a mesma estava viva. Pedimos urgentemente para que ela se apresentasse a família, pois os mesmos ficaram pasmados. Não demorou e a então 'falecida' chegou causando susto e até mesmo arrepio nas pessoas", explicou Dario.

A notícia começou a correr e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Caarapó, enviou a agente de saúde, Francieli Paim, para ir até a Reserva Indígena Te' ýikue, com o intuito de averiguar o fato. E para surpresa da servidora a mesma encontrou a jovem dada como morta em uma rede na casa de sua tia Argemira Freitas e do avô Carlito Freitas.

Ramires disse ainda que a jovem dada como morta estava no município de Amambai com familiares no dia do acontecimento. "A família e a comunidade indígena estão todos felizes pelo fato da jovem está viva, só que por outro lado, agora vamos ter que trabalhar muito para fazer com que os seus documentos passem a valer novamente, haja vista, ter sido feito um atestado de óbito da mesma", observou.

Conforme foi noticiado em vários veículos de comunicação do Estado ontem (14), o caso veio à tona depois que o Sesai descobriu que Jaciela Freitas estava viva. Na reportagem desta terça-feira dá conta que a jovem morta e sepultada na aldeia de Caarapó seria 'Núbia', de 13 anos, também moradora da Reserva Indígena Te' yikue.

Só que em contato com um dos líderes da Reserva Indígena Te' yikue, o vereador Dario Ramires, e o chefe do Sesai em Caarapó, Adalberto Araújo, ficou confirmado que com esse nome não existe nenhuma pessoa cadastrada no banco de dados da aldeia caarapoense que fica no chamado Pólo da Funasa em Caarapó.

A reportagem do CaarapoNwes conversou também com o delegado de Polícia Civil de Caarapó, Benajmin Lax, e o mesmo disse que o caso é considerado no meio policial como pitoresco. "É um problema que não vai depender unicamente da PM que atendeu o fato, nesse caso, a de Itaporã, onde foi localizado o corpo. Como todos sabem, a comunidade indígena tem suas tradições e culturas que devem ser respeitadas e isso pode fazer com que o fato demore um pouco para ser esclarecido. Mas com um pouco de bom senso, mais cedo ou mais tarde, vai ser descoberto que foi sepultada no lugar da jovem Jaciela Freitas", disse.

A jovem que foi dada como morta, é filha de Argeu Freitas e Rosa Barbosa que vivem atualmente separados. A mesma que tem estado sempre em trânsito entre Caarapó, Itaporã e Amambai, disse ao vereador Dario Ramires, que por enquanto vai ficar na aldeia Te' yikue.

A Reserva Indígena Te' yikue conforme informações do Sesai tem atualmente aproximadamente 6.100 índios cadastrados.

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