OESP, Geral, p. A11
08 de Abr de 2004
Índices ainda preocupam, mas medidas agradam a ambientalistas
Controle mais efetivo da terra e integração de órgãos são considerados fundamentais
Se os índices continuam preocupantes, ao menos o plano traçado pelo governo parece apresentar dados positivos. As medidas anunciadas para combater o desmatamento no País são consideradas importantes, mas é preciso que elas de fato sejam adotadas, para que as taxas passem a cair.
"Pela primeira vez o governo reconhece agentes do desmatamento e tem um plano que prevê o enfrentamento de questões estruturais do problema", observou a coordenadora de programas de política do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos. Para ela, os índices apresentados ontem continuam bastante preocupantes e "muito altos, apesar da tendência de redução do crescimento" e de a variação estar dentro da margem de erro.
Diretor do SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani também considera as taxas preocupantes. "Os agentes são os mesmos: agropecuária, grilagem. Fica uma certa frustração de que a Amazônia é nossa responsabilidade, mas que ainda não está sob controle."
Mantovani, porém, elogiou as iniciativas apresentadas pelo governo, como a adoção de postos governamentais na área crítica, em substituição aos do Ibama, e trabalho em conjunto com a Polícia Federal (PF). "É uma demanda antiga da sociedade. Ao agregar outros órgãos, há um ganho importante na ação."
O ambientalista explicou que o fundamental é a regularização fundiária e o controle, por satélite, das propriedades privadas. Com o sistema, é possível responsabilizar o dono da área em que ocorre o desmatamento. Adriana Ramos, do ISA, acredita que a política do governo caminha nesse sentido. "Em áreas particulares, esse cadastro é a ação mais eficiente." (Iuri Pitta)
OESP, 08/04/2004, Geral, p. A11
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