Gazeta do Acre-Rio Branco-AC
03 de Out de 2003
O cupuaçu, vacina do kambô, daime, biribi (usado como anticoncepcional) e muitos outros conhecimentos das populações tradicionais precisam de uma lei de acesso aos recursos genéticos que delimitem as regras de acesso, coleta e repartição do retorno.
"Empresas estrangeiras registram patentes dos nossos produtos, alimentos, remédios e conhecimentos sem que possamos fazer nada", disse o promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, Romeu Barbosa.
Segundo o diretor-geral do Instituto de Meio Ambiente do Acre, Carlos Edgar de Deus, os recursos não voltam para as populações tradicionais e o Acre tem uma das maiores biodiversidades do planeta. "É preciso estar atento aos mecanismos legais de proteção e fiscalização desses conhecimentos. O que temos hoje é uma Medida Provisória que apresenta muitas contradições, a lei precisa ser revista", explicou o diretor do Imac.
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