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Impasse sobre redução de enxofre no diesel está longe do fim, dizem ONGs

OESP, Vida, p. A21
15 de Ago de 2008

Impasse sobre redução de enxofre no diesel está longe do fim, dizem ONGs

Andrea Vialli

Um grupo de nove ONGs contestou ontem a declaração do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de que o impasse em relação ao teor de enxofre do diesel brasileiro estaria perto do fim. "A verdade é que a situação não é tão simples. A proposta mais recente de mudança no diesel apresentada pelo Petrobrás fica muito longe do diesel de padrão europeu", afirma Oded Grajew, coordenador do Movimento Nossa São Paulo.

Anteontem, o ministro afirmou em evento na Fiesp que a partir de janeiro de 2009 os motores já sairiam de fábrica com a tecnologia Euro 5, um nível acima do que pede a lei, e estariam aptos a utilizar o diesel S10, que teria 10 partes por milhão (ppm) de enxofre, padrão usado na Europa.

Porém, a proposta apresentada pela Petrobrás e pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) durante a última reunião realizada para discutir a questão, na semana passada, está longe disso.

A proposta sugere que a partir de outubro o teor de enxofre no diesel utilizado no interior do País passaria de 2.000 ppm para 1.800 ppm. Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Curitiba, Fortaleza, Recife e Belém, cairia de 500 ppm para 50 ppm - mas sem prazo para a execução das mudanças. Por lei, o diesel com 50 ppm já deveria entrar em uso a partir de janeiro de 2009, mas nada foi feito até agora.

"Tanto a Petrobrás quanto as montadoras têm dinheiro e tecnologia para fazer as mudanças. O que falta é vontade política", diz Grajew.

Agora, as entidades estão mobilizando a população para um abaixo-assinado que será entregue ao ministro Minc e ao Ministério Público na próxima reunião que vai tratar do assunto, no dia 26, em Brasília. Para assinar, é preciso entrar no site www.nossasaopaulo.org.br.

OESP, 15/08/2008, Vida, p. A21

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