CB, Economia, p.12
22 de Jan de 2005
Impasse ecológico, terrorismo do capital
O desperdício dos recursos naturais acontece num ritmo cada vez mais veloz, porque a durabilidade dos produtos com eles elaborados é cada vez menor, num movimento proposital dos donos do capital para aumentar os lucros que ora foram reduzidos pelos ganhos de produtividade. Esse ciclo leva ao impasse ecológico, que se traduz na opção ou pela produção ou pela preservação dos recursos naturais, e ao terrorismo do capital, explicado como a exclusão permanente do trabalhador frente aos processos produtivos
cada vez mais cheios de tecnologia. Esse é o argumento central do livro "O impasse ecológico e o terrorismo do capital - Por que Bush atacou o Iraque" (Literris Editora, 500 pg.), do sociólogo e jornalista Francisco Barreira.
Na visão dele, os produtos hoje são altamente descartáveis, perecem em prazo programado e têm uma obsolescência forçada. "Produtos que poderiam ter vida útil muito superior são rapidamente substituídos pela indústria, para gerar um ciclo de consumo cada vez mais
rápido, o que consome muito mais os recursos naturais", diz Barreira. Segundo ele, essa prática industrial dos países mais desenvolvidos, que adotam o consumismo desenfreado, acabará por esgotar a fonte muito antes do esperado. "Imagine se países emergentes como a China e a índia adotarem o mesmo nível de consumo, com dois carros em cada garagem, várias televisões em cada casa. Seria o fim", sustenta.
O livro será lançado em fevereiro e deverá custar entre R$ 35 e R$ 50.
CB, 22/01/2005, p. 12
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.