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Autor: Jucier Costa Lima
06 de Mai de 2011
Na última quinta-feira (5), em Brasília, as comissões da Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P) e da Coleta Seletiva Solidária do Ibama realizaram videoconferência com a participação do sr. Rogério Dias, coordenador de Agroecologia e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que proferiu a palestra Qualidade de Vida e Benefícios da Produção Orgânica para servidores da sede e das superintendências estaduais do instituto.
O palestrante contextualizou historicamente a adequação do produtor rural à crescente expansão da demanda de alimentos no mundo, predominantemente, urbano (80% das pessoas vivem nas cidades). Contudo, considerado esse aumento de pressão da demanda, disseminou-se o uso indiscriminado de substâncias que colocam em risco a saúde humana e o meio ambiente, como fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos.
De acordo com Rogério, o contraponto dessa realidade, o modo de se reverter a situação insalubre que se apresenta, está no modelo de agricultura que privilegia a produção orgânica de alimentos, caracterizada pelo uso responsável dos recursos naturais e pelo propósito de diversificar e integrar a produção de espécies vegetais e animais com o objetivo de criar ecossistemas mais equilibrados.
A questão, segundo ele, passa pelo processo educacional, uma vez que requer uma mudança de hábito alimentar da população, e pela visão diferenciada que se deve ter da agricultura, cujo planejamento precisa atentar para esse novo modelo de produção.
Reconhece, entretanto, os obstáculos que se antepõem a esta nova realidade em função das facilidades propostas pelo largo uso das novas tecnologias e dos condicionantes econômicos ditados pelas leis de mercado, que estabelecem as regras de produção e comercialização de alimentos em alta escala.
Não obstante tais empecilhos, é necessário, segundo ele, que se empreenda um trabalho de conscientização coletiva a fim de se viabilizar o novo modelo e, consequentemente, se estabelecerem as bases de uma efetivo controle dos produtos destinados ao consumo, o que, evidentemente, implicará melhorias na qualidade de vida. O desafio está posto.
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