Página 20-Rio Branco-AC
28 de Mar de 2003
Será proibido queimar quando a umidade do ar estiver a 25% e a temperatura até 40 graus
As florestas de Roraima ainda apresentam pequenos focos de fogo e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) já tem uma alternativa para tentar evitar as queimadas que destruíram uma área de 13 mil hectares de mata nos últimos 40 dias. Trata-se da proibição do uso do fogo antes da chegada das chuvas.
A informação foi transmitida ontem pelo presidente do Ibama, pesquisador Marcus Barros, antes de deixar Manaus rumo a Brasília, após vários dias acompanhando o combate aos incêndios em Roraima.
"Ainda estamos na fase de rescaldo do megaincêndio e mantendo homens de vigilância para evitar novos focos", disse Marcus Barros, sustentando que um contingente de 1.025 homens foi utilizado para deter a onda de fogo que consumia a floresta amazônica em Roraima. Para Marcus Barros, a cultura do fogo sofrerá uma radical transformação nos próximos 12 meses.
Não haverá, porém, a necessidade de um tratamento de choque para obrigar a população a não utilizar o fogo. "Não será mais permitido queimar a mata quando a umidade relativa do ar estiver em 25% e a temperatura a 37 a 40 graus", explicou o diretor, esclarecendo que foi esse quadro altamente inflamável o responsável direto pela extensão dos incêndios florestais em Roraima.
No momento, os pequenos focos de incêndio estão sob controle, segundo ele, e diminuíram consideravelmente as possibilidades de novas queimadas. E não é por acaso. A umidade relativa do ar ultrapassou ontem o patamar de 70% e as chuvas continuam intermitentes, atesta o presidente do Ibama.
Marcus Barros disse também que o governo Lula está disposto a contribuir decisivamente com a mecanização da agricultura em Roraima, o que reduziria igualmente as possibilidades de grandes incêndios florestais nos próximos anos.
De qualquer forma, uma nova política agrícola haverá de ser adotada em Roraima, sustenta Barros. "Ela deve envolver tanto os índios, pequenos posseiros, fazendeiros, como as instituições governamentais", decretou.
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