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Ibama fiscaliza carregamentos fluviais de produtos perigosos

http://www.ibama.gov.br
03 de Fev de 2011

Integrantes do Comitê de Prevenção e Atendimento a Acidentes e Emergências Ambientais do Ibama em Mato Grosso do Sul estiveram, nesta quarta-feira (3), no rio Paraguai fiscalizando o transporte de cargas perigosas na hidrovia Paraná-Paraguai.

O transporte de cargas perigosas na hidrovia envolve produtos como combustível, minério de ferro, produtos químicos como tintas, gás, nafta e carvão e precisam ter licenciamento do órgão ambiental para transitar pela hidrovia. A hidrovia conta hoje com uma movimentação de cargas em torno de 5,849 milhões de toneladas/ano. A maior parte das cargas é de minério de ferro, manganês, grãos e clínguer rio abaixo e fertilizantes, combustível e cargas em geral rio acima.

Esta é a primeira operação de fiscalização de cargas perigosas que o Ibama fará na hidrovia Paraná-Paraguai. Por isso, a preocupação da coordenação do Comitê é mais a de orientar e notificar as embarcações que estão irregulares ou sem licenciamento.

A equipe de fiscais do Ibama conta com o apoio da Polícia Militar Ambiental e da Capitania dos Portos da Marinha de Ladário e deve permanecer no rio até o final da tarde de hoje. Estão na embarcação três fiscais do Ibama, dois agentes da Polícia Militar Ambiental e 4 integrantes da Marinha.

A fiscalização começou ontem pela manhã, com a lancha Marinha subindo o rio em direção à Cáceres no Mato Grosso. A lancha da Marinha deve percorrer 100km rio acima de Corumbá até a Baia do Castelo. Depois, a embarcação retorna a Corumbá e vai até o Porto da Manga rio abaixo, percorrendo outros 75 km na hidrovia.

De acordo com Reginaldo Yamaciro, analista ambiental do Ibama/MS que coordena o Comitê COPAE/MS, esse trajeto foi escolhido por apresentar tráfego mais intenso de embarcações na hidrovia.

A fiscalização verificará as condições das cargas e notificará os transportadores caso não tenham o licenciamento obrigatório para o transporte desses produtos através da hidrovia.

Para a superintendência do Ibama/MS, essa fiscalização visa a reforçar os trabalhos de proteção ambiental dentro do bioma Pantanal, uma das prioridades da instituição no estado, e também é decorrência da expedição no rio Paraguai realizada pelo superintendente David Lourenço há cerca de 2 meses, quando foram constatados, também, problemas como o excesso de poeira de minério de ferro no embarque do produto em portos da hidrovia.

http://www.ibama.gov.br/archives/14414

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