OESP, Geral, p.A14
12 de Dez de 2003
Ibama faz apreensão de madeira e armas Agentes recolheram 60 mil metros cúbicos derrubados ilegalmente no Pará
CARLOS MENDESEspecial para o Estado
BELÉM - Agentes do Ibama, da Polícia Federal e do Batalhão de Polícia Ambiental do Pará apreenderam 60 mil metros cúbicos de madeira de origem ilegal e identificaram várias irregularidades em planos de manejo na região do Xingu, no sudoeste do Estado. Durante a operação foram também apreendidas sete armas de fogo, uma delas um fuzil M-14 Rugger, capaz de derrubar um avião, além de nove motosserras, um trator e um caminhão.
Toda a madeira apreendida nos últimos trinta dias da Operação Verde Para Sempre, segundo decisão do Ibama, terá destinação social na própria região.
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto de Moz, por exemplo, ficou como fiel depositário de 10 mil metros cúbicos. O Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Porto de Moz recebeu 8 mil metros cúbicos, e a prefeitura de Almeirim, outros 8 mil.
A maior apreensão, de cerca de 22 mil metros cúbicos, aconteceu num plano de manejo pertencente ao presidente da poderosa Associação das Indústrias Madeireiras Exportadoras do Pará (Aimex), Elias Salame. Em junho, a fiscalização havia embargado 5,4 mil metros cúbicos de Salame, alegando que a madeira havia sido retirada de área que não constava no projeto original.
de derrubar um avião, além de nove motosserras, um trator e um caminhão.
As armas e os veículos estavam em poder de empregados de Salame comandados pelo norte-americano William Paul Davis. Por conta disso, o presidente da Aimex teve seu plano de manejo suspenso pelo Ibama. Mesmo assim, continuou a explorar madeira como se nada tivesse acontecido. "O meu plano está legal e eu agi dentro da lei. Se para o Ibama está errado, não sei mais o que é legal ou ilegal", garantiu Salame em entrevista à TV Liberal.
Tensão - O clima entre madeireiros e ambientalistas continua tenso no Pará. O Greenpeace bancou a instalação, anteontem, de outdoors em Belém para protestar contra a exploração ilegal de madeira, à qual atribui a violência no campo.
OESP,12/12/2003, p. A14
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