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Ibama diz que subiu a degradação pelo fogo

Amazônia Real - http://amazoniareal.com.br/
Autor: Kátia Brasil
20 de Out de 2013

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) reconhece uma ligeira alta de desmatamento da floresta amazônica em seu último relatório de fiscalização, divulgado no mês passado. No entanto, Instituto diz que o impacto maior sobre a região é a degradação pelo fogo.

Luciano Evaristo, diretor de proteção ambiental do Ibama, afirma que nos meses em que o alerta Deter registrou as maiores taxas de desmatamento foram agosto de 2012 com 522 km² e maio de 2013 com 465 km². A degradação variou entre 50% e 83%.

"Nesses dois meses houve muita interferência de degradação pelo fogo, que não é contabilizada pelo Prodes. A gente acredita que o desmatamento desse ano vai dar (um número) equilibrado em relação ao ano passado (um total de 4.571 km2)", disse Evaristo.

Para combater o avanço do desmatamento, em março deste ano, o governo federal criou o GG1-MA (Gabinete Permanente de Gestão Integrada para Proteção do Meio Ambiente) para coordenar as ações preventivas e repressivas aos crimes e infrações ambientais na Amazônia Legal. O GG1 é formando por representantes dos Ministérios do Meio Ambiente, Defesa e Justiça, além do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Luciano Evaristo disse que duas operações, coordenadas pelo GGI-MA, estão em andamento e contam coma a participação de 1.000 homens, entre fiscais do Ibama e ICMBio (Instituto Chico Mendes), militares da Força Nacional de Segurança, Exército, entre outros. Segundo o relatório do Ibama, as Operações Onda Verde (preventiva) e Hileia Pátria (repressiva) aplicaram um total de R$ 1,9 bilhão em multas contra infratores. Foram embargados 252 mil hectares de áreas desmatadas ilegalmente. Cerca de 300 motosserras foram apreendidas.

Ausência de fiscalização do Estado do Amazonas

Luciano Evaristo disse que a Operação Hileia detectou na região sul do Amazonas o aumento do corte seletivo de árvores, que degrada a floresta, e o roubo de madeira em terras indígenas. Segundo ele, na região há ausência da fiscalização estadual. "A fiscalização do Estado do Amazonas é simplesmente zero. Legalmente, a fiscalização primária é do Estado", disse.

Como estratégica de combate ao desmatamento no sul do Amazonas, o diretor de proteção ambiental do Ibama afirmou que o órgão mudou a coordenação da operação, antes centralizada em Manaus, para Porto Velho (RO). A medida provocou insatisfação de empresários e políticos do Amazonas, que chegaram a fazer pressão no Ministério do Meio
Ambiente para reverter a decisão, mas não houve sucesso.

"O Ibama mudou a fiscalização por uma questão de logística. De Manaus os fiscais tinham que partir de aeronaves. De Porto Velho eles chegam por terra. A agilidade e a eficiência no combate ao desmatamento mostraram que tínhamos que fazer as operações por Rondônia", afirmou.

O governo do Amazonas foi procurado pela reportagem para falar sobre a alta no desmatamento, mas não respondeu as perguntas do portal.

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